16 DE ABRIL: DIA NACIONAL DE LUTA CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DO SISTEMA ELETROBRAS

Nesta quinta-feira (12), conforme orientação do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), os trabalhadores de Furnas da base do Sinergia CUT e das demais empresas do Sistema Eletrobras participarão de assembleias para deliberar mobilização de um dia para a próxima segunda-feira, dia 16.

A luta é contra a privatização da Eletrobras, que privará o país de mais um setor estratégico e que poderia alavancar a economia.

As mentiras sobre privatização da Eletrobras:

1 – A PRIVATIZAÇÃO SERÁ BOA PARA A ECONOMIA DO BRASIL

Além de destruir um patrimônio público vital para o país, a privatização entrega de bandeja ao capital estrangeiro mais um setor estratégico para o avanço do país, o que é um ataque frontal à soberania nacional. A Eletrobras é a maior produtora dessa energia junto a Itaipu (que por hora será poupada de privatização).

Hoje, o governo atua no sentido de sucatear a Eletrobras, demitindo milhares de trabalhadores, justamente para forjar uma justificativa para a privatização.

2 – SE PRIVATIZAR A TARIFA VAI CAIR

O histórico das privatizações no país já comprovou que nenhuma iniciativa neste sentido teve como foco a melhora de vida do nosso povo.

Com a privatização da Eletrobras, as hidrelétricas mais antigas que vendiam energia a preço de custo serão adequadas às vontades do mercado. A justificativa foi apresentada pelo diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, que disse que seria preciso não renovar as concessões às distribuidoras de energia e reajustar as tarifas antes de privatizar a empresa, somente para atrair empresários, convencer eles de que seus lucros serão bons em cima de cobrança de tarifas muito superiores, extorquindo da população que necessita de energia elétrica nas suas casas. Isso, por si só, já é inaceitável.

3 – A PRIVATIZAÇÃO É PARA GARANTIR QUE REGIÕES COMO O NORTE E NORDESTE NÃO FIQUEM SEM ENERGIA

O aumento das tarifas certamente será generalizado. Porém, nas regiões mais ao Norte do país, como em Manaus, a população depende de formas mais caras de produção de energia elétrica, como termelétricas. Isso implicará que o aumento das tarifas será ainda mais elevado.

4 – A PRIVATIZAÇÃO IRÁ COMBATER A PRECARIZAÇÃO DO TRABALHADO E GERAR MAIS EMPREGO

O que a privatização faz de verdade? Prioriza ainda mais o lucro privado. Então, se vendida, a Eletrobras será gerida como uma empresa privada, na qual seu dono definirá tarifas e ajustes de preços ao sabor do mercado.

A mesma coisa acontecerá com o emprego do trabalhador. Se demitir uma centena de trabalhadores e sobrecarregar outros garantir que a empresa gere mais lucro, para o empresário isto está certo.

Em julho passado, a Eletrobras anunciou a demissão de metade do seu quadro: 11 mil trabalhadores estão com a sua demissão anunciada através de planos de demissão voluntária.

E tudo pode ficar ainda pior. Nas regiões Norte e Nordeste, seis mil trabalhadores estarão desempregados com a venda de seis distribuidoras controladas pela Eletrobras.

5 – MELHORA DA QUALIDADE DO SERVIÇO PRESTADO PARA A POPULAÇÃO

Quando um governo quer privatizar alguma coisa para atender a demanda empresarial, o padrão é tornar aquele serviço o mais precário para parecer que a culpa é por ser regime estatal.

A privatização da Vale do Rio Doce e da telefonia são exemplos claros de privatização no Brasil que resultaram em, além da piora do atendimento e oferta do serviço, a ocorrência de tragédias ambientais sem punição aos responsáveis e o fim de centenas de famílias brasileiras.

O MOMENTO É DE LUTA!

Neste mês completa oito meses do anúncio da privatização da Eletrobras. Desde então, as entidades sindicais, parlamentares e trabalhadores do setor estão travando uma batalha diária contra a entrega da maior estatal elétrica da América Latina à iniciativa privada.

Para dar continuidade à campanha nacional “Energia Não é Mercadoria” e reafirmar o compromisso dos trabalhadores e trabalhadoras na defesa da Eletrobras e suas controladas, serão realizadas as assembleias para aprovar a paralisação para o dia 16 de abril com suspensão das atividades em todos os estados onde há atuação da estatal.

Sobre o ACT

Até o momento foram realizadas duas rodadas de negociação para discussão da pauta de reivindicações dos trabalhadores. No entanto, não houve avanços por parte da direção da empresa. Na reunião, a Eletrobras comunicou que nenhuma reivindicação referente às cláusulas novas foi aceita.

A terceira rodada de negociação está prevista para acontecer no dia 24 de abril. A Eletrobras se comprometeu a apresentar o índice de reajuste salarial e os índices econômicos da PLR referente ao exercício de 2017.

Fique ligado! Participe das assembleias!

O MOMENTO É DE LUTA!