CS 2017: Energisa impõe problemas sem fim aos trabalhadores

Após três anos sem atingir 100% das metas e com uma reposição inflacionaria infinitamente inferior as práticas de mercado, a ENERGISA apresentou um número cabalístico de 3,5%, como proposta final de pagamento de PLR 2017.

Este número não representa nenhum índice de reajuste.Nem de janeiro, que é nossa contratação da PLR cuja inflação pelo INPC é de 6,58% e nem pela inflação de Abril que era nossa data base, com índice de 4,5% pelo INPC.

A empresa diz que valoriza seus trabalhadores, mas teve a coragem e a cara de pau de apresentar como proposta de reajuste a reposição inflacionaria do mês de julho de 2,56% INPC. Esse é o jeito ENERGISA de valorizar seus trabalhadores

Confira a proposta final apresentada pela Energisa para deliberação dos trabalhadores em assembléia:

Valor da contratação: de R$ 4.640,00 para 4.800,00 um aumento de R$ 160,00.

Adiantamento de R$ 2.000,00 para o dia 30/08.

Vale ressaltar que a empresa, mesmo em 2016,  não queria fazer o adiantamento para os trabalhadores do CSE (Centro de Serviços Especializado).

Isso não é nenhuma novidade para os trabalhadores, pois a ENERGISA além de não valorizar e reconhecer os esforços de seus trabalhadores, tem como premissa fragmentar a categoria celebrando acordos diferenciados a menor negócio.

Ou seja, empresa que não respeita seus trabalhadores e sem vontade para mudar.

Diante do cenário em que a classe trabalhadora vive neste momento, em que a empresa utiliza a “faca na garganta” e usa a antecipação do valor da PLR, maior do que o salário médio da empresa, o Sinergia vai estabelecer uma pauta de PLR para ser deliberado junto à categoria e não ficarmos reféns dos prazos impostos pela empresa.

DEMISSÕES

Nunca foram registradas tantas demissões na história da gestão do grupo ENERGISA. Após quatro anos de gestão  já são quase 100%  de demissões com rotatividade.Trabalhadores que dedicaram 25 anos da sua vida a empresa são escorraçados da empresa. O descaso ocorre até em casos de trabalhadores com saúde frágil.Exemplo disso foi a demissão de um dirigente sindical em Presidente Prudente com sérios problemas de saúde.

O desprezo não para por ai!

Além das demissões, questões rotineiras são tratadas de maneira equivocada como na questão de acidente com veículo. Neste caso, o Sinergia CUT reafirma falta de ética e conduta.

Além de cobrança indevida das batidas dos veículos a empresa falha com suas análises de conferencias que são realizadas através de vídeo conferencia. Pior: não dá oportunidade de defesa aos trabalhadores.

uitos dos acidentes são acobertados pelos chefes. Motivo: laços de amizade ou ligação com grupos religiosos. Uma vergonha e total desrespeito ao trabalhador.

Já houve casos do trabalhador executar a função de trabalho isolado a mando do chefe, acabar sofrendo um acidente e ser punido. Em outras ocasiões, trabalhador próximo ao chefe do COEC já bateu o carro duas vezes e nada aconteceu. Temos um caso bem parecido de trabalhadores que são eletricistas, mas não entram na escala como os demais trabalhadores por serem amigos da liderança local.

Nau a deriva

O saco de maldades da Energisa não tem fundo. Não basta adotar critérios distorcidos na cobrança de acidentes de veículos. Unilateralmente, a empresa cortou todos os restaurantes conveniados para os trabalhadores almoçarem e no lugar está fazendo depósito no valor de R$ 25,00 para a execução dos trabalhos planejados.

Só existe um problema: a empresa não consegue se organizar na sua programação. Sem contar que os trabalhadores contam com serviços emergenciais. O resultado é que   muitos trabalhadores estão recebendo suas agendas semanas depois da atividade realizada.  Consequência disso e trabalhadores que ficam sem comer por não terem condições  financeiras de pagar o almoço e “receberem” depois.

Outra prática vergonhosa é a do recrutamento interno. Por mais que a interlocução da empresa insista em dizer que tem ética, critérios e procedimento em seus recrutamentos internos, estranhamente toda vez que abre um recrutamento interno os trabalhadores e sindicato já sabem de quem será a vaga.

Até hoje nossas denúncias foram comprovadas como verdadeiras e mesmo reportando para a empresa, a indicação informada permanece. Isso é um desrespeito, uma vez que os candidatos se motivam fazendo a inscrição para vaga.

Na questão da escala de revezamento, a empresa aplica o procedimento sem acordo com sindicato, por sua conta e risco. Ressaltamos que tal pratica não é permitida. A escala só é válida se assinada com sindicato.

Assédio moral:

Este é o capitulo mais delicado. A ENERGISA tem errado constantemente no seu processo de escolha de chefias. A falta de preparo e a principal  característica que contribui para praticas imorais que levam ao máximo de constrangimento e humilhação dos trabalhadores.

Exemplo disso são chefes que convocam trabalhadores para conversar em uma sala reservada e proferem agressões verbais e gritos. Essa não é a primeira vez que recebemos reclamações desse porte.

Outros chefes do DMCP assediam seus trabalhadores a realizarem horas extras. Pior: sem pagar por elas.  Quando resolvem pagar querem diluir as horas feitas como o cartão de ponto da empresa, que em pleno século XXI ainda é manual. A gestão da empresa não faz acompanhamento sobre isso.

Chegou ao nosso conhecimento que os chefes estão tirando foto nas assembleias para ver quem votou contra e quem votou a favor. Além de ser ilegal tal pratica chega a ser vergonhosa.

De acordo com relatos, um outro chefe começa sua conversa todas as vezes falando que vai demitir. É grosseiro e não permite que o trabalhador se expresse.

Por inúmeras vezes o Sinergia CUT denunciou essas práticas, mais a interlocução persiste em proteger tais atitudes. Vamos intensificar essas denuncias e, caso não se tome as providencias devidas para coibir essas práticas, vamos encaminhar denúncias ao Ministério Público do Trabalho e ao próprio Ministério do Trabalho.

 

Tudo isso com o intuito de erradicar de vez esses absurdos e dar condições dignas aos trabalhadores.