CS 2017: JPTE não quer corrigir distorções salariais de trabalhadores

Desde as primeiras reuniões com a JPTE, o Sindicato estabeleceu como meta corrigir distorções salariais dos trabalhadores da empresa. O sindicato realizou o levantamento dos salários pagos aos trabalhadores da ACV Tecline em 2015 e, repassou a JPTE no dia 09/08.

A empresa ficou de enviar uma nova proposta para o sindicato até o dia 16/08, utilizando uma tabela comparativa dos salários recebidos pelos trabalhadores que estavam na ACV Tecline com os salários praticados neste ano pela JPTE.

Na reunião realizada na quinta-feira, a responsável administrativa da empresa alegou que, devido ao contrato de licitação com a Petrobrás, com valor é muito baixo e, que os pisos salariais não estão contidos nestes, não há condições de atender a reivindicação dos trabalhadores.

A empresa argumentou que não tem intenção nenhuma de continuidade e disputa nova licitação com a Petrobrás. O contrato se encerra neste final de ano. Para piorar o quadro, os representantes disseram que o Sinergia CUT é o único sindicato que está questionando a empresa sobre sucessão trabalhista e justamente em época de crise com alta taxa de desemprego.

O sindicato rebateu e disse que os trabalhadores não são os responsáveis pela crise e muito menos pela taxa de desemprego e, que a luta continuará para que ocorra a manutenção do Acordo da ACV Tecline com as devidas correções nos salários e benefícios referentes às datas bases de 2016 e 2017.

No caso de impasse entre as partes não restará para a entidade sindical o caminho do dissídio coletivo pleiteando a sucessão trabalhista, reforçando que isto somente ocorrerá se a empresa não apresentar nenhuma nova proposta de acordo.

A empresa afirmou que buscará urgente uma reunião com a Petrobrás com o objetivo de rever os valores da licitação e, se comprometeu na próxima semana a encaminhar uma resposta ao sindicato.