Dirigentes do Sinergia CUT definem prioridades para resistir aos ataques

Reunião referenda Plano de Ação e aprova realização de Congresso ainda este ano. Encontro também comemorou os 83 anos do Sinergia Campinas

Reunidos em Rio Claro para duas reuniões conjuntas, dirigentes das Executivas do Sinergia CUT e do Sinergia Campinas participaram de debates e referendaram o Plano de Ação das duas entidades para resistir aos ataques de retirada de direitos, precarização do trabalho, desmonte do setor energético e ameaça à democracia.

A abertura do encontro aconteceu na manhã desta quinta-feira (10), através das boas-vindas do presidente do Sinergia CUT, Edmar Feliciano, que parabenizou os 83 anos do Sinergia Campinas e  falou da importância dos debates a partir da análise da realidade atual para apontar os rumos da resistência dos trabalhadores pelos próximos três anos.

Na sequência, Carlos Alberto Alves, presidente do Sinergia Campinas, relembrou os 83 anos da entidade, destacando os dois momentos mais combativos – a resistência na época da intervenção militar em plena ditadura e a retomada da combatividade a partir da vitória da chapa da CUT, no final da década de 1980.

“Uma das ferramentas essenciais para conquistar direitos é o planejamento estratégico, que define as prioridades da luta e da ação sindical”, afirmou Alves, depois de destacar o protagonismo do Sindicato no debate do setor energético e no não desconto ou devolução do Imposto Sindical para os sindicalizados.

Congresso vem aí

Para os próximos três anos, os dirigentes referendaram um Plano de Ação que prioriza o fortalecimento da organização sindical, a defesa do setor energético e a luta por direitos e democracia, com destaque para a formação e a comunicação, envolvendo trabalhadores da ativa e aposentados.

Dentre as prioridades do Sinergia CUT está a atuação conjunta e estratégica das oito entidades envolvidas no projeto, para o fortalecimento do trabalho coletivo diante dos ataques das empresas e dos governos.

A decisão de realizar o 5° Congresso do Sinergia CUT ainda em 2017, ano em que a entidade completa 20 anos de fundação, também foi consenso, principalmente para definir ações de resistência diante das investidas do governo golpista contra os direitos da classe trabalhadora e contra a legitimidade dos sindicatos. O evento deve ter a participação de dirigentes sindicais e trabalhadores eleitos nos locais de trabalho.

Parabéns!

Antes da exposição de Artur Henrique da Silva Santos, ex-presidente do Sinergia Campinas e da CUT Nacional, com o tema “Conjuntura e Desafios das Esquerdas”, uma pausa para comemorar informalmente os 83 anos do Sindicato. A comemoração reuniu os quatro dirigentes que ocuparam a presidência da entidade nos últimos anos – Artur, Wilson Marques, Gentil Freitas e Carlos Alberto Alves.