AS NEGOCIAÇÕES SALARIAIS EM CADA EMPRESA

Jogando a culpa na crise econômica e política do país, empresas tentam achatar salários e benefícios econômicos além de procurarem reduzir direitos históricos, sempre menosprezando a capacidade de luta dos trabalhadores. Com união e muita disposição, a categoria busca mudar totalmente o rumo dessa Campanha Salarial para alcançar a vitória. 

Engaje-se nessa batalha! Dinheiro não falta. O que falta é respeito. Por isso, participe de todo o processo!

Apesar do setor energético ser regulado, com revisões periódicas ordinárias e extraordinárias, nesta Campanha Salarial algumas empresas se utilizam do momento de crise política e econômica para tentar reduzir ao máximo os ganhos da categoria. Com isso, nas mesas de negociação, apresentam propostas que retiram direitos já garantidos no ACT. 

Até mesmo atacar a organização sindical, disputando a representação dos trabalhadores com o Sindicato tem sido uma estratégia das empresas neste ano. Além da terceirização sem limites e da ameaça da reforma trabalhista do governo ilegítimo, há também a questão do “negociado sobre o legislado”.  As empresas têm o poder econômico e vão fazer de tudo para aniquilar com a força e a capacidade de luta dos trabalhadores.

É por isso que o Sinergia CUT vem há alguns meses realizando assembleias nos locais de trabalho para debater com a categoria  as questões da Campanha Salarial e os assuntos referentes ao grande golpe contra os direitos trabalhistas.

É momento de muita luta. É hora de resistir para conquistar!

Enquanto isso eletricista da CPFL morre após ser prensado entre caminhão e poste. 

Investigação conclui que a responsabilidade do acidente é mesmo da empresa

A luta na Campanha Salarial de 2017 também é por condições dignas  de trabalho e de vida. 

Equipamento ineficiente,  falta de treinamento e conflito de informações nas normas da empresa provocaram um acidente gravíssimo que matou um eletricista de linha viva da CPFL  Paulista no último dia 05 de junho. Essa é a conclusão da investigação do acidente.

Rodrigo José Vieira Ligo, de 41 anos, e sua equipe de mais três trabalhadores, realizavam atividade de montagem da estrutura  de uma Religadora, em São Carlos, quando o poste que se encontrava apoiado no cavalete veio a tombar prensando a vítima junto ao caminhão.

Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Era casado e deixou um filho de 04 anos.

Lamentando profundamente mais uma tragédia no setor, o Sinergia CUT  acompanhou a investigação que, em sua conclusão, atribuiu  a  responsabilidade do acidente à empresa.

A partir de agora, serão abertos processos civil e criminal para a conclusão do caso. O Sinergia CUT continuará acompanhando e tomará as providências necessárias.

A vida não tem preço. Nesta Campanha Salarial é preciso lutar até para garantir o direito de trabalhar para viver.