O fim do emprego com direitos

O NEGOCIADO SOBRE O LEGISLADO

Atualmente é proibido negociar o que já está garantido na CLT. Os sindicatos negociam melhorias para os trabalhadores. Com a reforma, direitos como jornada de trabalho, horas extras e intervalo de almoço poderão ser negociados de forma individual e direta com o patrão.

A JORNADA DIÁRIA DE TRABALHO E AS FÉRIAS

A reforma permite estabelecer, inclusive por acordo individual por escrito, jornada de 12 horas diárias. É o fim do pagamento das horas extras e do adicional noturno. As férias poderão ser divididas em três períodos, sendo um deles não inferior a 14 dias. Não permite mais que o trabalhador converta um terço do período de férias em abono pecuniário.

GESTANTES E LACTANTES EM AMBIENTE INSALUBRE

Esta é uma das maiores maldades da reforma, pois permite que trabalhem em local insalubre, mediante atestado médico a ser dado pelo médico contratado pela empresa.

JORNADA INTERMITENTE E BICO

A reforma prevê contrato home office por tarefa e não por jornada, prevê também trabalho intermitente (trabalhador em casa à disposição da empresa 24 horas e só é remunerado pelas horas trabalhadas. É a legalização do bico.

TERCEIRIZAÇÃO ESCANCARADA

A reforma possibilita a terceirização de todas as atividades da empresa. O trabalhador pode ser demitido e recontratado como terceirizado, com salários mais baixos e com menos direitos.