Debates para discutir o Brasil, o setor energético e as lutas da categoria

Serão três dias, de 30 de novembro a 2 de dezembro, com objetivo de promover a reflexão da conjuntura atual 

Durante os três dias do 5º Congresso do Sinergia CUT, de 30 de novembro a 2 de dezembro, os energéticos paulistas irão debater e decidir o futuro da luta da categoria a partir de três temas prioritários – A conjuntura e o movimento sindical; Setor energético: privatizações e reestruturações; e o Projeto Sinergia CUT.

Serão aprovadas resoluções para potencializar as ações sindicais e debater o futuro do trabalho com impactos da Contrarreforma Trabalhista. 

Em pauta também estará a conjuntura nacional, com o objetivo de aprofundar o debate, que aponta que a privatização do sistema Eletrobras e de outras empresas que servem como plataforma para o governo ilegítimo tentar fechar um   rombo econômico que já ultrapassa R$ 180 bilhões. Tal resultado só foi verificado em 2017, conforme dados do Dieese.

O Sinergia CUT concorda com o Dieese de que o gasto público poderia quebrar essa lógica recessiva, mas o que se verifica é uma queda da arrecadação brutal nos impostos e o fechamento de postos de trabalho em todas as regiões do Brasil. Já são contabilizados 18 milhões de desempregados. Prova que o governo ilegítimo é um fracasso. 

A “liquidação” do Estado brasileiro abrange a venda de parte da Eletrobras (ficaram de fora Itaipu, porque é binacional, e as usinas nucleares), além da concessão de 14 aeroportos (incluindo Congonhas, em São Paulo), 16 portos e a desestatização de duas rodovias, quatro projetos em Petróleo e gás, a Lotex (CEF) e a Casa da Moeda (responsável pela emissão de cédulas, moedas, passaportes, selos, dentre outros). Essa conta cairá no colo dos trabalhadores.

Como herança nefasta dessas privatizações, o Sinergia CUT prevê  um aumento astrônomico das tarifas de energia elétrica, gerando pressão inflacionária. A desnacionalização diminui a capacidade de produção e planejamento do país. O Congresso vai se debruçar sobre estes e outros problemas.

Privatizações

Uma das tarefas do Sinergia CUT, que tem uma história de luta no combate à privataria do patrimônio público, é resistir e barrar as privatizações em curso, da Cesp e da Eletrobras. Esta última é a maior empresa de produção e distribuição de energia elétrica da América Latina. “É mais uma agenda golpista que traz risco à segurança energética do Brasil”, avaliam os sindicalistas.  

O leilão da Cesp está marcado para o próximo dia 26, na B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), em São Paulo. Agora a privataria tucana mira as usinas hidrelétricas de Porto Primavera, Jaguari e Paraibuna.    

Ações

O Sinergia CUT tem buscado parceria para tentar barrar a privatização da Cesp. Uma delas é com os movimentos sociais para definir a  mobilização necessária para barrar a entrega da Cesp, e com institutos para discutir a modelagem de aquisição das ações dos trabalhadores e o futuro dos aposentados após o vencimento do contrato de concessão. 

Os debates terão a função de discutir as consequências dessas medidas no cotidiano dos trabalhadores e o que fazer para resistir. Será mais um período de muita luta. Por isso, o slogan Resistência e Ousadia para o Congresso.