CUT Campinas lança calendário temático

Lançamento aconteceu no auditório do Sinergia CUT e a iniciativa é do Coletivo de Combate ao Racismo da Central 

Em cerimônia realizada no auditório do Sinergia Campinas (Sindicato dos Eletricitários de Campinas/Sinergia CUT), no último dia 8, o Coletivo de Combate ao Racismo da Subsede CUT Campinas lançou o calendário temático de mesa para 2018. O evento contou com a participação de dirigentes sindicais, militantes e da secretária de Combate ao Racismo da CUT Nacional, Maria Julia Reis Nogueira.

A atividade fez parte das comemorações da CUT no Mês da Consciência Negra. O Coletivo de Combate ao Racismo está sempre inovando, demonstrando formação, informação e a luta no combate à desigualdade racial no trabalho e na vida. 

Atividades

No dia 7 de novembro, o eletricitário aposentado Adão Luiz Carlos, coordenador do Coletivo de Combate ao Racismo do Sinergia CUT, e secretário de Combate ao Racismo da Federação Nacional dos Aposentados, Aposentadas e Idosos da CUT, participou do “Encontro Nacional Urbanitário: Secretaria de Combate ao Racismo, Pessoas com Deficiências e LGBT”. O evento, realizado no Rio de Janeiro, foi organizado pela Federação e Confederação Nacional dos Urbanitários – FNU e CNU, respectivamente. “O racismo precisa ser mais discutido no movimento sindical e a FNU acertou em fazer a discussão.” 

As atividades alusivas ao Mês da Consciência Negra estão disponíveis no site do Sinergia CUT (www.sinergiaspcut.org.br) dentro da matéria “CUT abre nesta quarta (8) programação do Mês da Consciência Negra”. Lá, estão os eventos da CUT-SP e da Macro Bauru do Sinergia CUT. 

Retrocesso atual afeta os negros

As diferenças sociais entre homens e mulheres, negros e brancos, vêm, ao longo da história do Brasil, impedindo a igualdade de direitos. A afirmação é de Lajara Janaína Lopes Corrêa, socióloga, doutora em Educação pela UFSCar, militante do movimento negro e pesquisadora em Educação das Relações Étnico-raciais. “A luta do movimento negro se construiu em torno da luta contra o racismo, na desconstrução do mito da democracia racial, nesse sentido ocorreram várias pressões para que o Estado brasileiro adotasse ações efetivas de combate ao racismo.”

Ela lembra que, para a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), a Lei 10.639/03 (que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileiras e africanas nas escolas públicas e privadas do Ensino Fundamental e Médio) é fruto da luta do movimento negro e de mulheres negras. “Nesse último ano, a situação política se deteriorou. Houve um retrocesso promovido pelo atual governo onde os direitos sociais e trabalhistas sofreram um desmonte”, avalia. “O golpe interrompeu ‘avanços’ nas políticas de promoção da igualdade racial, piorou a vida do povo brasileiro, acabou com ministérios, desmontou a Seppir, acirrou o genocídio da juventude negra e promoveu a restrição das políticas de inclusão social. Tudo isso afeta diretamente o povo negro.”