Centrais traem trabalhadores. Ilegítimo não cumpre acordo. Qual a novidade?

Centrais fazem acordo para viabilizar sustentação financeira. Temer rói a corda e deixa entidades na mão. Só uma reforma sindical em governo eleito democraticamente pode resolver o impasse

Vivemos tempos duros. Período de escolhas. Tudo fruto de um governo ilegitimo instalado no Palácio do Planalto e que recusou um plano de governo reprovado nas urnas em 2014. Neste cenário, as escolhas que fazemos produzirão consequências. Centrais e Sindicatos não podem vacilar, sob risco de amargarem um acerto de contas com a história.

Nada de acordos com pessoas e instituições que só trariam mais miséria, pobreza e carestia. Este foi o caminho trilhado pelo Sinergia CUT e a direção da CUT. 

Já as outras centrais sindicais chancelaram a antirreforma da Previdência e Trabalhista, que na prática vai retirar conquistas de décadas. Resultado: estas centrais sindicais caíram no canto de sereia e acreditaram em boas intenções oriundas do Palácio do Planalto. 

Acertaram um acordo para edição de uma Medida Provisória que instalaria a cobrança de contribuição sindical e automaticamente viabilizar a sustentação financeira destas entidades.

O Sinergia CUT sempre se colocou na vanguarda e sempre defendeu a inexistência do imposto e a cobrança de mensalidade. Mas reconhecemos que a realidade é complexa e demanda discussão dentro de uma reforma sindical para valer que desse liberdade e autonomia sindical e prazos de transição para o novo modelo acordado. 

Claro, tudo isso seria o ideal dentro um governo legitimamente eleito, pelo voto. 

Não é o atual quadro. Então, qualquer acordo embute o risco de traição. Resumo da opera: quem traiu os trabalhadores agora foi traído, pois o governo ilegítimo emitiu medidas de regulamentação da nova reforma trabalhista e na questão da contribuição sindical tudo isso será feito por intermédio de projeto de lei. 

Ou seja, sem prazo para aprovação na Câmara e no Senado e sanção presidencial. Neste período, há o risco de insolvência de diversas entidades sindicais e com a fragilização dos direitos de trabalhadores.

Tanto o Sinergia CUT como a CUT em suas instâncias municipais, estaduais e nacional não vão desistir da luta. 

Vamos batalhar por uma Reforma Sindical de fato e de direito, com regras de transição e que proteja entidades responsáveis pela defesa dos direitos dos trabalhadores. 

Porque ninguém merece ficar desprotegido e submetido a um governo feito para poucos.