Educação sonegada. Triste realidade

A construção da cidadania passa por acesso a todos os serviços e direitos disponibilizados por um país. Infelizmente, o Brasil está longe de encaminhar esta realidade para a população negra de acordo com a pesquisa do Grupo de Estudos Multidisciplinares de Ações Afirmativas (Gemaa), vinculado ao Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

Baseado nos resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domícilio (PNAD) de 2011 a 2015, e com informações de nove regiões metropolitanas do Brasil, o levantamento demonstra que a educação está longe de ser um direito de todos.

No ensino superior, o contingente é de 7% de formandos negros, 7% de estudantes pardos e 19% de brancos formados e com diploma na mão. Ou seja, nem a soma de negros e pardos alcança o contingente da população branca com ensino superior.

A única faixa com equilíbrio é no ensino médio completo, em que existe 30% de estudantes negros formados, 32% de pardos e 33% de brancos.

Quando o foco é no tempo de estudo, o drama é maior. Brancos ostentam de 9 a 10 anos de estudo enquanto que negros e pardos alcançam no máximo oito anos.

Uma nação que não priorizou a educação em boa parte de sua existência construiu como vitima a maioria de sua população. Uma tragédia.