Em Furnas, resistência para garantir soberania nacional

Para resistir à privatização do Sistema Eletrobras e defender a soberania nacional, ameaçada pelo governo ilegítimos de Michel Temer (PMDB), os trabalhadores de Furnas voltaram a cruzar os braços no Dia Nacional de Mobilização convocado pela CUT e demais centrais sindicais no último dia 10. 

Em menos de três meses, é a segunda vez que eletricitários de Furnas em Campinas e Itaberá paralisaram as atividades para lutar contra a privatização e denunciar os riscos da venda, rejeitada por mais de 60% dos brasileiros. Principalmente agora em que a Eletrobras comprova saúde financeira com lucro de R$ 550 milhões no terceiro trimestre e um resultado acumulado de R$ 2,272 bilhões em 2017. 

Dia Nacional de Mobilização

Atos e paralisações maracaram o dia de luta contra a “reforma” trabalhista e a retirada de direitos, além de alertar que o Brasil vai parar se insistirem na “reforma” da Previdência. O maior ato reuniu mais de 20 mil pessoas na Praça da Sé, no centro da capital paulista. 

A “reforma trabalhista”, aprovada pelo Congresso Nacional em julho deste ano, retira direitos conquistados pela classe trabalhadora brasileira há décadas e entrou em vigor no último dia 11.

Entre as mudanças criticadas pelos sindicalistas estão o banco de horas negociado individualmente, as férias parceladas em três vezes, e o chamado trabalho intermitente, em que os trabalhadores podem ser contratados por jornada ou hora de serviço. 

A “reforma” é rejeitada por 81% dos brasileiros, segundo recente pesquisa da CUT-Vox Populi. Junto com a Central, o Sinergia CUT entrou na Campanha pela Anulação da Reforma Trabalhista, realizada em todo país, por meio de abaixo-assinado em apoio ao Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP).  

“Esta ‘reforma’ é uma afronta à Constituição e ao povo brasileiro. Nós não permitiremos que ela avance na prática e alertamos desde já: se a reforma da Previdência for aprovada, vamos parar o Brasil”, afirmou Douglas Izzo, presidente da CUT-SP.

Sinergia CUT na luta

A luta do Dia Nacional de Mobilização envolveu diversas categorias de sindicatos ligados à CUT que paralisaram as atividades ou atrasaram a entrada nos locais de trabalho. O Sinergia CUT priorizou locais estratégicos para mobilização e, em Campinas, o pessoal do Call Center da Elektro participou de assembleia logo cedo. 

Na Cesp, a manifestação na Usina de Porto Primavera contra a privatização (leia matéria nesta página) reuniu centenas de pessoas, entre trabalhadores e população. 

Já para defender Furnas e lutar contra mais um golpe do governo ilegítimo, eletricitários de Campinas e Itaberá continuaram resistindo e dando exemplo de união e combatividade.