Grupo CPFL quer fazer agrupamento e lucrar nas costas dos trabalhadores. Isso não pode acontecer

Durante os últimos processos de negociação, o Sinergia CUT discutiu o processo de agrupamento das áreas de concessão das empresas CPFL Jaguari, CPFL Mococa, CPFL Leste Paulista, CPFL Sul Paulista e CPFL Santa Cruz e a consequente assinatura de um único ACT para estas empresas. 

A unificação dos ACTs dessas empresas sempre foi uma reivindicação histórica do Sinergia CUT, mas a pressa por parte do Grupo CPFL de fazer a unificação dos Acordos não se trata de “boa vontade”, mas de interesse na “redução de custos fixos de natureza comercial, regulatória, logística, contábil e técnica”. Ou seja, enxugamento de quadro de pessoal em médio e longo prazo. 

Nas primeiras reuniões, a CPFL propôs  igualar os ACTs da Santa Cruz e da Jaguariúna, buscando as melhores cláusulas de 13º salário, incentivo a aposentadoria, Requalificação profissional, Assistência Odontológica, entre outros artigos. Só que o Sinergia CUT quer mais e a empresa decidiu catimbar. Exemplo disso é o pedido do Sindicato para a unificação das datas base em junho e que encontra resistência por parte da empresa, com encaminhamento de desculpas esfarrapadas. 

A intenção da empresa é agrupar as datas-base para 1º de setembro de cada ano, algo que o Sindicato discorda. O ideal é calibrar a data base para junho e ainda repassar aos trabalhadores eventuais ganhos decorrentes do agrupamento solicitado pela empresa à Aneel .

O Sindicato entende que o agrupamento das concessões trará um ganho financeiro para e empresa, principalmente com a contratação de auditoria e publicações de balanço. Sem contar a centralização dos estoques de materiais. O que impede os trabalhadores receberem vantagens diante desta nova realidade? 

Os dirigentes sindicais também defendem a necessidade de revisão do valor do piso salarial, visando a equiparação com outras empresas do grupo que possuem proximidade com a área de concessão da Santa Cruz e Jaguariúna. 

Para que o processo ocorra de forma justa e tranquila, é necessário estipular em Acordo Coletivo a proteção ao emprego dos trabalhadores. Vale lembrar que a Aneel já realizou audiência pública sobre essa fusão no dia 25 de outubro e uma definição deverá acontecer a qualquer momento. Fique ligado!