Negros sem acesso a cargos de elite

Na pesquisa divulgada pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, o grupo de pesquisa sob a responsabilidade de Natália Leão, Márcia Rangel Cândido, Luiz Augusto Cândido e João Feres Junior demonstrou a necessidade de adoção de cotas raciais para exterminar com um quadro de segregação profissional vivido pelo negro no Brasil.

De acordo com o levantamento, os brancos representam a maioria nas classes sociais de maior status e com maiores rendimentos, caso de profissionais liberais, administradores, trabalhadores de atividades não manuais entre outras funções. Já os negros e pardos estão representados nos estratos médios e inferiores e são maioria entre trabalhadores braçais e manuais. “(…) Notamos (…) uma verdadeira divisão racial do trabalho, com os brancos super representados nas ocupações intelectuais e os não brancos super representados no trabalho manual, com destaque para a alta proporção de pretos nos serviços domésticos”, afirmou um trecho do relatório.

O privilégio aos brancos gera consequências. De 2011 a 2015 a taxa de desemprego entre os negros oscilou de 8% a 11%, aferição semelhante na população parda. Já os brancos ostentaram uma porcentagem que ficou entre 1% e 2%.