Alfabeto explica 2017. E encaminha 2018

Os últimos 12 meses foram desafiantes para os trabalhadores. Fatos, decisões, vitórias e lutas fizeram parte da categoria energética. É o momento de revisar e refletir sobre aquilo que devemos fazer para que 2018 seja vitorioso

“A esperança é o sonho do homem acordado.” Nunca a frase dita por Aristóteles fez tanto sentido. E nunca foi tão aplicada como neste ano de 2017 e continuará sendo em 2018 pela categoria energética.

Porque esperança não é apenas o ato de aguardar por uma mudança. É o surgimento de um novo tempo, de novas vitórias, de uma época de renovo.

É, antes de tudo, a predisposição da ação. Da atitude. De batalhar por aquilo no que se acredita. Sem hora de parar. Ou desistir. Esta última palavra, aliás, não faz parte do vocabulário de quem escolheu lutar ao lado dos trabalhadores.

E como lutamos em 2017! Como alimentamos o amor, a solidariedade e a força daqueles que acreditavam de que era possível superar barreiras.

Em cada negociação, mobilização, greve, participação em reuniões com os detentores do poder, cada homem, mulher e aposentado do Sinergia CUT jamais deixou de plantar e fomentar a esperança.

De buscar condições dignas não só para si, mas para o seu semelhante. Empatia na teoria e na prática. Atributo ausente em tempos de ódio e ressentimento.

Esperança que gerou frutos como neste “alfabeto energético” publicado abaixo. Que continuará a assegurar novas vitórias, novos rumos e novos períodos de regozijo em 2018.

Leia o restante desta página não como uma retrospectiva corriqueira e sem sentido, mas como uma árvore plantada em janeiro e que trouxe frutos, apesar dos espinhos encarados no meio do caminho.

O pomar da esperança jamais vai cessar. Basta você regar. Feliz Natal! Próspero ano novo, com vitórias para serem contadas em dezembro de 2018.

Aneel: responsável por regulamentar o setor elétrico, comemora a a redução do número de mortos em acidentes envolvendo a rede elétrica em 2016 pelo quinto ano seguido. Só não diz que fecha os olhos para os seguidos aumentos de tarifas, precarização dos serviços e o péssimo atendimento ao consumidor.

Benefícios mantidos: em um ano marcado por explosão do número de desempregados, o Sinergia CUT comemora a manutenção dos direitos, benefícios e conquistas.

Chineses: com a chegada da State Grid, o capital asiático chega para dar uma pitada “comunista” tanto na CPFL como em outras empresas do setor.

Desmonte do Setor Elétrico: com uma série de medidas, o governo ilegítimo arrebentou com a saúde financeira das empresas estatais. Tudo para vender a preço de banana.

Eletrobrás: foi uma das vítimas. Perdeu musculatura, quadro de pessoal e investimentos.

Fatalidade? O Sinergia CUT registrou diversos relatos de mortes de companheiros durante o trabalho. Sinal de que a precarização cobra seu preço.

Greve Geral: o dia 28 de abril entrou para a história. O Brasil parou. Contra a antirreforma trabalhista e da previdência. Uma pressão sentida pelos parlamentares, que até agora relutam em mexer nas aposentadorias.

Hidrelétricas: a toque de caixa e sem tomar cuidados básicos, o governo ilegítimo vendeu quatro usinas da Cemig no dia 27 de setembro.

Indenização: após 20 anos de tramitação na Justiça, os trabalhadores receberam a indenização referente a Peri da CESP. Foram R$ 148 milhões no total.

Jaguariúna: a unidade do Grupo CPFL propôs agrupamento com a Santa Cruz. Para ganhar em cima do sacrifício dos trabalhadores. O Sinergia CUT não aceitou.

K.O: é o símbolo de Nocaute, de derrotar um adversário. Foi isso que fez o Sinergia CUT ao fechar acordos com aumento real e derrotar a inflação.

Liberdade e Autonomia Sindica: nunca o conceito teve tanta validade após a realização do 5º Congresso do Sinergia CUT e que teve a presença de cerca de 200 delegados de diversas partes do Estado de São Paulo.

Maia: é o sobrenome do principal inimigo dos trabalhadores, Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados e que deu andamento às reformas.

Novas direções: em eleições realizadas no dia 17 de março, a atual direção do Sinergia CUT ganhou o respaldo 97,84% dos eleitores.

Oliveira: é o sobrenome de outro inimigo. Eunício Oliveira, presidente do Senado Federal e que deu aval ao pacote de maldades do presidente ilegítimo.

Privatizar 14 usinas da Eletrobrás. Privatizar tudo que vier pela frente no setor elétrico. Os golpistas conjugam o verbo entreguista. Sinergia CUT resiste. Luta. Sempre.

Quem pagará os aposentados da 4819? Em audiência judicial realizada no dia 02 de agosto no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, em São Paulo, a Associação dos Aposentados da Fundação CESP teve negada a sua intenção de que os adicionais e salários do 4819 fossem pagos pela CTEEP por intermédio da Fundação CESP. O pagamento ficou sob responsabilidade da Secretaria Estadual da Fazenda, que irá pagar salários, mas sem os benefícios.

Resistir para Conquistar: a Campanha Salarial 2017 mobilizou a categoria energética e viabilizou acordos coletivos com direitos e conquistas nas 64 empresas sob a responsabilidade do Sinergia CUT e com data base em 01º de janeiro, 01º de março, 01º de abril, 01º de maio, 01º de junho, 01º de julho, 01º de agosto, 01º de setembro, 01º de outubro, 01º novembro e no dia primeiro de dezembro.

Sinergia CUT: o projeto mais criativo e ousado do Mundo do Trabalho e Sindical completou 20 anos e com inserção em todas as instâncias da CUT, empresas e interlocução em todas as instâncias de poder (municipal, estadual, federal e judiciário).

Trabalho sem Fim: é o que deseja os empresários e o governo ilegitimo ao alterar mais de 200 artigos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e que passou a vigorar em novembro deste ano. A antirreforma trabalhista não pode e não vai prosperar.

União: o Sinergia CUT comprovou sua musculatura ao contar com oito sindicatos integrados ao projeto: Sinergia Araraquara, Sinergia Bauru, Sinergia Campinas, Sinergia Sindergel, Sinergia Mococa, Sinergia Presidente Prudente e Sinergia São José do Rio Preto, além do Sinergia Gasista localizado em São Paulo.

Venda da CESP: o governo tucano não desistiu de vender o que sobrou do setor em São Paulo. E o Sinergia CUT continua na linha de frente para evitar essa tragédia.

Watt Hora: é a medida que mede o consumo de energia. No dia 24 de outubro, a Aneel anunciou aumento de 42,8% para o valor a ser cobrado do consumidor pela conta de luz quando acionada a bandeira 2 vermelha. O consumidores passam a pagar R$ 5 a cada 100 kWh consumidos. O valor anterior era de R$ 3,50.Novamente o consumidor dançou.

Xeque-Mate: nos patrões e na sua ânsia de desmontar a luta dos trabalhadores energéticos. Apesar das dificuldades, os Sindicatos envolvidos no projeto Sinergia registrou crescimento no número de associados. Mais trabalhadores e mais gente envolvida na luta.

Yuppie: de especialistas no setor, com anos de experiência e com interlocução com os trabalhadores, as empresas decidiram utilizar os yuppies, com foco apenas em números e resultados. Sem ligar para vidas.

Zelo: com programações, luta por direitos e benefícios, o Sinergia CUT mostrou novamente o seu cuidado com os aposentados, gente que auxiliou e ainda ajuda na construção de uma categoria forte.