Os desafios da classe trabalhadora

“A economia brasileira está em frangalhos. O presidente ilegítimo Michel Temer comemora o crescimento de 0,1% no Produto Interno Bruto. Pouca se importa com o sofrimento do trabalhador e o contingente maior de desempregados. Para piorar o quadro, uma reforma trabalhista pronta para retirar direitos e conquistas. É preciso reagir. Revirar a prosa. Demonstrar capacidade e resistência”.

Esses e outros preceitos foram expostos na mesa de debate “Conjuntura e Desafios da Classe Trabalhadora”, ocorrida na manhã da sexta-feira (01), no segundo dia do Congresso do Sinergia CUT.

O debate contou com a participação da vice presidenta da CUT, Carmen Foro e do dirigente do MST, Gilmar Mauro.

Segundo a dirigente cutista, a hora é de arregaçar as mangas. “Todos temos certeza de que o momento é complexo. Não vivemos normalidade democrática. Tem um golpe em curso e isso já produziu um conjunto de retirada de direitos. A reforma trabalhista é um retrocesso de 100 anos. Precisamos botar o pé na lama e no local de trabalho. Colocar os caminhos para o futuro do nosso país”, afirmou.

Já em sua exposição, Gilmar Mauro deixou claro seu descontentamento com os rumos tomados pelo Brasil e a reação do movimento sindical.

Na visão de Gilmar, os terremotos políticos vividos no Brasil produziram consequências capazes de desestruturar para sempre o mundo do trabalho. “Vivemos a hegemonia total do capital. Não existe racionalidade. Uma parte da classe trabalhadora não tem vínculo formal e ganha por produtividade”, concluiu.