Sinergia CUT, 20 anos: dias de luta, dias de glória!

Sindicalistas, deputados, vereadores e delegados lotaram o auditório da Colônia de Férias de Praia Grande para prestigiar a abertura oficial do 5º Congresso do Sinergia CUT.
A noite do dia 30 foi também de comemoração aos vinte anos de história de luta e ousadia do Sinergia CUT.

Oito sindicatos no projeto

Atualmente, o Sinergia CUT é formado por oito sindicatos espalhados pelo estado de São Paulo. Os presidentes das entidades participaram do ato em uma demonstração da grande representatividade do projeto capitaneado por Edmar Feliciano: Sidney Batista (Sinergia Gasista), Carlos Alberto Alves (Sinergia Campinas), José Reinaldo Espanhol (Sinergia Prudente), Augusto Morelli (Sinergia Araraquara), Francisco Wagner Monteiro (Sinergia Bauru), Elias Perroti (Sinergia Sindergel), Marcos Marques (Sinergia Mococa) e Fábio Pestile, que foi representado por Renata Ribeiro (Sinergia São José do Rio Preto).

Convidados especiais, sindicalistas e parlamentares saudaram a história de luta do Sinergia CUT: Douglas Martins Izzo (presidente da CUT SP), Alencar Santana (deputado estadual PT), Arlindo Chinaglia (deputado federal PT), Paulo de Tarso (presidente da Confederação Nacional dos Urbanitários) e Luiz Marinho (presidente do PT SP). Também estavam presentes o vereador Pedro Tourinho (PT Campinas), Luiz Cláudio Marcolino (ex-deputado estadual PT e ex-superintendente do Trabalho em São Paulo), Roberto Guido (setorial sindical PT), além de dirigentes do Sindae Campinas, Sindae Jundiaí e Sintius Baixada Santista.

Homenagens aos idealizadores

Em seguida, foram lembrados os dirigentes sindicais que deram início e apoio ao projeto, como o eletricitário Vicente Andreu, atual presidente da ANA (Agência Nacional de Águas), e o metalúrgico José Lopes Feijoó, então presidente da CUT SP. Já os idealizadores e dirigentes do primeiro mandato do Sinergia CUT, o gasista Manoel Viegas e o eletricitário Artur Henrique, então presidente e secretário geral respectivamente, foram especialmente homenageados. Viegas foi representado por Márcia Pinatti, trabalhadora da Eletropaulo na época da fundação. Lembrado também foi o gasista Djalma de Oliveira, que já foi presidente da entidade.

Poemas vencem prêmio

Os vencedores do primeiro “Prêmio Resistência e Ousadia”, iniciativa para valorizar talentos artísticos da categoria, receberam certificados pelos poemas vencedores: Florisvaldo Caetano de Souza, da região de São José do Rio Preto, e Valdemir Boina, de Ilha Solteira.

Ao final, o presidente Edmar Feliciano abriu formalmente o 5º Congresso do Sinergia CUT, sob aplausos do público e ao som do grito de guerra da entidade: “Sinergia, liberdade e ousadia! Somos fortes, somos CUT!”.

“Reestruturação e privatização do setor energético”

Esse foi o tema da mesa de abertura do 5º Congresso, tendo como convidados Paulo de Tarso, presidente da CNU (Confederação Nacional dos Urbanitários), e de Ubiratã de Souza Dias, da coordenação do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragem), com mediação de Glauco Sanches e Magali Marques.

Em tempos de golpe, esse debate é fundamental já que a categoria também enfrenta as tentativas de retomada da privatização das últimas geradoras da Cesp pelo governo de Geraldo Alckmin (PSDB) e de todo o Sistema Eletrobras pelo governo ilegítimo, que ataca e desmonta também o setor elétrico nacional, ameaçando um setor estratégico ao desenvolvimento econômico e social do país.

“Unidade na luta”

Ubiratã começou sua explanação exatamente pelos ataques ao setor energético brasileiro. Para ele, a retomada da privatização é resultado da crise internacional do capitalismo. Também abordou as consequências da privatização: “Dizem que vão arrecadar R$ 20 bilhões com a Eletrobras, sendo que só Belo Monte custou R$ 30 bilhões”, pontuou.

Para ele, é urgente a unidade da luta da classe trabalhadora: “O MAB, a Plataforma Operária e Camponesa da Energia, junto com petroleiros, eletricitários, gasistas e movimentos sociais para propor soluções para a energia. E levar esse debate para toda a sociedade”.

“Organização sindical”

O dirigente da CNU, Paulo de Tarso, abordou o momento de crise política, econômica e social. “É um momento de convulsão antissocial, e nunca se viu tanta maldade em tão pouco tempo de quem bancou o golpe com capital estrangeiro e sem nenhum compromisso com a sociedade. O objetivo dos golpistas é retirar tudo o que o povo vinha conquistando, a reforma trabalhista veio para beneficiar empresários, reduzir conquistas dos trabalhadores, enfraquecer os sindicatos e a Justiça do Trabalho”, explanou.

Em relação à retomada da privatização, segundo Tarso, “a única saída é rediscutir a unidade dos trabalhadores e a organização das entidades do nosso ramo na CUT para garantir o sucesso da nossa luta e ir para o enfrentamento e a resistência”.

Além disso, conversar com a sociedade para denunciar os deputados que traem o voto do povo, denunciar a entrega do patrimônio público e resgatar a lei que diz que para vender as empresas é preciso antes consultar os brasileiros através de um referendo”.