Sinergia CUT, 20 anos: dias de luta, dias de glória!

Abertura do 5º Congresso comemora a história de ousadia de um projeto que é referência de liberdade a autonomia sindical na prática

Sindicalistas, deputados, vereadores, delegados e delegadas lotaram o auditório da Colônia de Férias de Praia Grande, no litoral paulista, na noite de quinta-feira (30) para prestigiar a abertura oficial do 5º Congresso do Sinergia CUT, que acontece até sábado (2), para debater e definir as estratégias de luta da categoria energética diante dos ataques aos direitos e conquistas da categoria energética.

A noite foi também de comemoração aos vinte anos de história de luta e ousadia da entidade que reúne eletricitários e gasistas de todo estado de São Paulo em um projeto ousado que é referência de liberdade e autonomia sindical na prática. Fundado em uma assembleia histórica, que teve a participação de mais de mil trabalhadores, o projeto Sinergia CUT nasceu em 16 de novembro de 1997 para fortalecer a organização sindical do ramo energético. A filiação à CUT aconteceu em dezembro de 1999.

“Há vinte anos o sonho sonhado junto de gasistas e eletricitários tornou-se realidade. Não há prisão maior do que aquela que nos impede de pensar criar e agir. E, ao romper com a estrutura sindical vigente, fundando o Sinergia, demonstramos nossa rebeldia no pensar e agir. Nos rebelamos contra a fragmentação, a pulverização e o enfraquecimento da organização sindical, reconstruindo nossa história organizativa.” Essa frase abriu a noite da comemoração para resumir a história de luta durante todos esses anos e renovar a disposição para definir novas estratégias para enfrentar os desafios diante do golpe contra o Brasil e os brasileiros.

Oito sindicatos no projeto

Atualmente, o Sinergia CUT é formado por oito sindicatos espalhados pelo estado de São Paulo. Os presidentes das entidades participaram do ato em uma demonstração da grande representatividade do projeto capitaneado por Edmar Feliciano: Sidney Batista (Sindigasista), Carlos Alberto Alves (Eletricitários de Campinas), José Reinaldo Espanhol (SindPrudente), Morelli (Sindluz Araraquara), Francisco Wagner Monteiro (Sinergia Bauru), Elias Perroti (Sindergel Itanhaém), Marcos Marques (Sindergel Mococa) e Fábio Pestile representado por Renata Ribeiro (São José do Rio Preto).

Convidados especiais, sindicalistas e parlamentares saudaram a história de luta do Sinergia CUT: Douglas Martins Izzo (presidente da CUT SP), Alencar Santana (deputado estadual PT), Arlindo Chinaglia (deputado federal PT), Paulo de Tarso (presidente da Confederação Nacional dos Urbanitários) e Luiz Marinho (presidente do PT SP). Também estavam presentes o vereador Pedro Tourinho (PT Campinas), Luiz Cláudio Marcolino (ex-deputado estadual PT e ex-superintendente do Trabalho em São Paulo), Roberto Guido (setorial sindical PT), além de dirigentes do Sindae Campinas, Sindae Jundiaí e Sintius Baixada Santista.

Homenagens aos idealizadores

Em seguida, foram lembrados os dirigentes sindicais que deram início e apoio ao projeto, como o eletricitário Vicente Andreu, atual presidente da ANA (Agência Nacional de Águas) e o metalúrgico José Lopes Feijoó, então presidente da CUT SP. Já os idealizadores e dirigentes do primeiro mandato do Sinergia CUT, o gasista Manoel Viegas e o eletricitário Artur Henrique, então presidente e secretário geral respectivamente, foram especialmente homenageados. Viegas foi representado por Márcia Pinatti, trabalhadora da Eletropaulo na época da fundação. Lembrado também foi o gasista Djalma de Oliveira, que já foi presidente da entidade.

Poemas vencem prêmio

Os vencedores do primeiro Prêmio Resistência e Ousadia, iniciativa para valorizar talentos artísticos da categoria, receberam certificados pelos poemas vencedores: Florisvaldo Caetano de Souza, da região de São José do Rio Preto, e Valdemir Boina, de Ilha Solteira.

Ao final, o presidente Edmar Feliciano abriu formalmente o 5º Congresso do Sinergia CUT, sob aplausos do público e ao som do grito de guerra da entidade: “Sinergia, liberdade e ousadia! Somos fortes, somos CUT!”. Em seguida, todos e todas foram convidados para um coquetel regado ao som do grupo Mistura Fina, formado por militantes do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens).