Sinergia CUT participa de lançamento de Rede Parlamentar em defesa da Eletrobrás

Diante da intenção do governo ilegítimo de Michel Temer de promover um programa de privatização com cara de liquidação, movimentos sociais e oposição começam a se mexer. Parlamentares de vários partidos lançaram nesta terça-feira (12) a Rede Parlamentar em Defesa da Soberania Energética e Nacional, criado com a meta de combater a entrega da Eletrobrás.

O objetivo é provocar coesão entre os setores da sociedade envolvidos na defesa da soberania energética do país e potencializar, no Congresso e nos legislativos estaduais e municipais, a campanha ‘Energia Não é Mercadoria’, iniciativa dos movimentos sociais e sindicais.

A decisão de lutar pela Eletrobrás não é à toa. A empresa participa e gerencia programas com foco em eficiência energética e incentivo a fontes alternativas de energia. Apesar de o governo ilegítimo defender a inviabilidade da empresa, os parlamentares refutam esse argumento já que, em 2016, a estatal foi premiada como empresa de sucesso e eficiente, de acordo com o o Valor Econômico e Fundação Getúlio Vargas.

O Sinergia CUT esteve presente no lançamento da frente parlamentar e chamou atenção para a potencialidade daquilo que está sendo lançado. “É preciso entender que a Rede é um espaço tão importante que não pode ficar preso apenas aos parlamentares de oposição ao atual governo ilegitimo”, alertou o diretor do Sinergia CUT, Wilson Marques de Almeida, sem medo de estabelecer o público alvo para ser conquistado. “Precisamos agregar a rede integrantes da sociedade, dos movimentos sociais e até de parlamentares que apoiam o atual governo. É preciso conscientizar a sociedade dos malefícios da privatização de uma empresa do porte e história da Eletrobrás”, completou.

Outro ponto destacado pelos parlamentares é que a privatização da energia vai abrir caminho para a privatização da água.

A privatização da Eletrobrás também abriria espaço para deixar sob ameaça programas sociais. Exemplo disso é o Luz Para Todos, considerado pela ONU (Organização das Nações Unidas) como um dos maiores programas sociais do mundo e que já atendeu 15 milhões de pessoas em áreas rurais de todo o país.

A Rede Parlamentar é uma fusão da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Elétrico Nacional, e da Frente Parlamentar Mista de Defesa da Soberania Nacional e o Coletivo Nacional dos Eletricitários e tem agenda para realizar audiências em vários estados brasileiros, como forma de convocar a população a participar do combate às privatizações no setor.