Privatização CESP: regras para oferta de ações prejudicam trabalhadores

Dentro do cronograma de privatização da CESP estabelecido pelo governo estadual foi publicado no último dia 11 de agosto o prospecto de oferta de ações aos trabalhadores da empresa.

De acordo com a lei 9631, que regulamentou as privatizações das empresas de energia paulista desde 1996, no caso de venda de empresas geradoras, 5% do total de ações devem ser reservadas preferencialmente aos trabalhadores.

No caso da CESP, a lei parecia ter sido cumprida, pois 5% foram oferecidos aos trabalhadores. No total, as ações reservadas aos trabalhadores são 16.375.632.

Há problemas. Desse total, apenas 689.520 serão vendidas com deságio de 50% no valor de R$ 8,40. O restante (15.686.112 ações) será vendido sem deságio pelo preço de R$ 16,80.

Além da escassez de oferta de ações com deságio, os trabalhadores que têm direito a exercerem o direito de compra serão apenas aqueles que estavam inseridos na empresa em 31 de julho de 2016. Também terá direito quem se aposentou após essa data.

Diante deste quadro, o Sinergia CUT estará em reuniões com os companheiros do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, Sindicato dos Engenheiros e Instituto Adecon.

A meta é buscar alternativas para viabilizar a participação dos trabalhadores e aumentar a quantidade de ações com deságio. Outra meta é ampliar o número de trabalhadores autorizados a participarem da compra das ações. Fique ligado. Voltaremos ao assunto.