Tod@s contra a privatização! Energia não é mercadoria!

Frente Parlamentar em Defesa do Setor Elétrico é lançada para reforçar a luta e a resistência

“O Brasil não está à venda. Está sob ataque dos golpistas. Vamos resistir à privatização sempre”, resumiu o deputado Alencar Santana. “Nós não temos medo. O momento é de ter coragem para o enfrentamento. Já entregaram muito. Entregar mais esse patrimônio é golpe”, descacou a deputada Márcia Lia.
“Não, não, não à privatização!” foi o coro que se ouviu do plenário várias vezes durante o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Elétrico da Assembleia Legislativa (Alesp) na tarde da última quarta (25).
Antes do lançamento, jovens da Brigada Lula Livre apresentaram uma performance engajada sobre o momento de ameaça à democracia e aos direitos dos cidadãos depois do golpe e da prisão política do ex-presidente.

Luta e resistência
Criada para ser mais um instrumento de luta e resistência contra a privatização do Sistema Eletrobras e da Cesp, a Frente é coordenada por Santana, tendo como vice Márcia Lia, dois deputados do PT, depois de reuniões com dirigentes do Sinergia CUT.
A mesa foi formada também por Carlos Alberto Alves (presidente do Sinergia Campinas), Wilson Marques de Almeida (representante do Comando Nacional dos Eletricitários – CNE), Jadir Boracini (do Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB), Emidinho Madeira (coordenador da Frente Parlamentar em Minas Gerais) e Ramon Coelho (advogado).
“Essa tentativa de entregar o que restou da Cesp e todo o Sistema Eletrobras é um ataque à soberania brasileira. Desde o início da privataria no estado de São Paulo, diziam que o dinheiro da venda das empresas energéticas seria para investir em saúde, educação, transporte e segurança. Vinte anos depois, nada disso aconteceu”, afirmou Carlos Alberto durante sua exposição ao plenário.
“O que está em jogo não são só direitos dos trabalhadores e a luta corporativa. É garantir a energia como um bem essencial, é o uso das águas dos rios entregue para empresas estrangeiras”, continuou. “Tudo vendido para quem só quer ter lucros e sem nenhum investimento social, como o Luz Para Todos. Vamos intensificar a resistência juntos e não vamos arregar nem de defender o presidente Lula, nem de defender o patrimônio dos brasileiros”, concluiu.

Retomar soberania e democracia
Já Wilson Marques destacou que a Frente Parlamentar é um espaço de mobilização também para a luta contra o desmonte do setor elétrico imposto pelo governo ilegítimo e golpista. “É um instrumento de retomada da soberania nacional e da democracia brasileira. Estão roubando a energia do povo brasileiro, querendo entregar a Eletrobras, um patrimônio que vale R$ 400 bilhões, no mínimo, por R$ 12 bilhões”, denunciou.
Marques destacou ainda que Temer está acabando com todo o planejamento e as regras do setor definidos pelo governo Dilma. “Uma das medidas do golpista foi a abertura da Consulta Pública 33/2017, que transforma a energia, um bem essencial à vida e ao desenvolvimento econômico, em simples mercadoria a ser negociada no mercado livre. E energia não é mercadoria”, rebateu.

Crime de lesa pátria
Diante da denúncia de que a Eletrobras teria contratado, por R$ 2 milhões, agência para fazer propaganda negativa da estatal, o deputado Alencar afirmou que a Frente irá avaliar a possibilidade de uma representação criminal para investigar o caso.

A cobertura completa sai na próxima edição do Jornal do Sinergia CUT