Trabalhadores transformam reparação de torres em ato contra privatização de Furnas

Trabalhadores do de Furnas e do sistema Eletrobrás estão em trabalho intenso desde o começo do mês devido a um vendaval registrado no dia 30 de setembro e que atingiu velocidade média de 215Km por hora e derrubou 10 torres e danificou uma outra. Resultado: destruição da linha Corumbá-Brasília, de 345 KV.

Agora, os trabalhadores travam uma luta contra o tempo para deixar tudo pronto até o dia o dia 12 de outubro, data que pode ser alterada se ocorrerem mudanças climáticas na região.

As torres sob a responsabilidade de Furnas não foram as únicas prejudicadas, pois na mesma região 10 torres de linhas de transmissão, gerenciadas pela empresa privada State Grid, sofreram queda.

De acordo com informações, cinco torres já foram reconstruídas. A lentidão explica-se pelo fato do caso ter qualificado com nível 5, índice mais alto no quesito emergência, o que provoca a necessidade de um trabalho complexo e que deve ser executado de maneira minuciosa, de acordo com técnicos que atuam no local.

Na mira do governo ilegítimo para entrar no programa de privatização, o  parque transmissor de Furnas concentra mais de 24 mil Km de linhas e tem 71 subestações.

A estatal, uma das maiores do setor elétrico brasileiro, está presente em 15 estados e no Distrito Federal, opera e mantém um sistema por onde passa cerca de 40% da energia que move o Brasil, atuando no abastecimento a regiões onde estão situados 63% dos domicílios e 81% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Furnas é responsável por quase 10% da energia produzida no país. São 20 usinas hidrelétricas, duas termelétricas e três parques eólicos. Esse complexo supre o mercado brasileiro com 17,3 mil MW de potência instalada, dos quais FURNAS detém 11,6 mil MW.