Grupo Rede: negociação avança mas tem pendências

24 abril 13:50 2003

Contra grandes problemas, só uma super campanha. E ela já começou para a companheirada da Vale Paranapanema e da Caiuá, duas empresas do Grupo Rede que têm data-base em abril. Durante todo esta semana, o Sinergia CUT faz assembléias para discutir a proposta negociada até agora.


Depois de duas rodadas de negociação conjunta, a proposta negociada garante reajuste salarial de 18,54%, percentual acima do ICV do Dieese, pago em duas parcelas em abril (12%) e dezembro (5,84%). A PLR negociada é de 25% do salário médio mais 5% do salário do trabalhador, garantindo um mínimo de R$ 300, com pagamento em parcela única no próximo mês de junho. A gratificação de férias será de um salário para quem recebe até R$ 1.202,26 e de 60% do salário para quem recebe acima disso. O vale-farmácia terá 30% de reajuste, passando de R$ 40 para R$ 52. O pagamento será de 100% para as horas-extras emergenciais e de 70% para as programadas, acabando com as compensações.


Apesar dos avanços, alguns problemas continuam pendentes. O Grupo recuou na proposta do piso salarial que seria de R$ 536,17 na admissão e de R$ 589,79 depois do período de experiência. Agora quer manter o valor inicial. O reenquadramento de 94 trabalhadores da Vale e de 67 da Caiuá, inicialmente previsto para outubro, agora não tem data definida. Outra reivindicação não atendida é o auxílio-alimentação.

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