CUT e Sinergia apresentam alternativa para solucionar dívida da CESP

16 fevereiro 00:57 2005

Os presidentes da CUT Nacional, Luiz Marinho, e da CUT SP, Edilson de Paula, o dirigente da CUT Nacional e diretor do Sinergia-CUT, Artur Henrique da Silva Santos, o líder do PT na Assembléia Legislativa de SP, Cândido Vacarezza e o relator da Comissão de Serviços e Obras Públicas da Assembléia Legislativa de SP, Sebastião Arcanjo (Tiãozinho (PT) concedem amanhã, dia 17, quinta, às 13h30, coletiva à imprensa, no 7º andar da sede da CUT (R. Caetano Pinto, 575, Brás).


Na ocasião, os representantes vão apresentar uma proposta inédita para solucionar a enorme dívida da CESP (Companhia Energética de São Paulo) e impedir a privatização do que restou do patrimônio energético dos paulistas. A idéia é apresentar uma holding, que reuniria as três empresas elétricas, a Nossa Caixa, Metrô e a Sabesp, cujo funcionamento será anunciado durante a coletiva.


Na opinião dos dirigentes e parlamentares, a proposta solucionaria a dívida da CESP, melhoraria o desempenho das estatais no mercado e manteria as empresas sob controle do governo paulista. Para resistir à privatização, os trabalhadores também estão participando de protestos, mobilizações e abaixo-assinados em todo o Estado. Uma campanha contra a privatização será dirigida também à população, com esclarecimentos sobre todos os riscos que isso significa – o sistema ficará mais fragilizado e vulnerável aos apagões, com tarifas ainda mais altas e queda na qualidade do atendimento aos consumidores.


Entenda o problema da CESP
A proposta é uma alternativa ao projeto de lei (02/05) encaminhado, no início de fevereiro, apressadamente pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) à Assembléia Legislativa, em caráter de urgência, pedindo autorização para incluir a CTEEP (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista) no PED (Programa Estadual de Desestatização).
O objetivo do governo tucano é capitalizar a geradora CESP, a terceira geradora do país, que passa por uma grave situação financeira, com dívida total de R$ 10,5 bilhões.


O governador tem pressa porque precisa pagar as dívidas de curto prazo da geradora e deu o primeiro passo para a privatização da CTEEP, da CESP e da EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia).


O projeto 02/05 já está tramitando na Assembléia e é uma manobra também para a venda da CESP, já que a CTEEP se transformou em um patrimônio atrativo aos investidores, fato reconhecido pelo próprio governo, e seria oferecida como prêmio em futura privatização.


 

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