Próxima semana é decisiva na luta contra a privatização

18 fevereiro 00:56 2005

Os protestos contra a tentativa de privatização da CTEEP, CESP e EMAE devem ser mais intensos a partir da próxima semana. O plantão da direção do Sinergia CUT na Assembléia Legislativa contará com o reforço de companheiros da base, caso os tucanos consigam encaminhar o PL 02/05 para a pauta de discussão em Plenário, à custa de vários atropelos do Regimento Interno.


Um balanço do que aconteceu durante esta semana dá a noção exata do que ainda está por vir. Depois da derrota da falta de quórum no Congresso de Comissões apressadamente convocado, o trator tucano voltou com tudo na tarde da quinta-feira (17), pouco antes do início da reunião da Comissão de Serviços e Obras Públicas (CSOP). Marcada para 14h, a reunião deveria aprovar o parecer do relator Sebastião Arcanjo (Tiãozinho-PT), contrário ao projeto que inclui a CTEEP no programa de privatização, pela concepção e por motivos técnicos.
‘Os tucanos colocaram um verdadeiro batalhão de choque formado por assessores bem em frente à sala de reunião, constrangendo a entrada dos integrantes da Comissão’, afirmaram várias testemunhas. Assim, também por falta de quórum, os tucanos inviabilizaram a discussão do parecer que rejeitava o PL, fizeram estourar o prazo regimental de 48 horas e forçaram a indicação de um relator especial. Rosmari Correia (PSDB) foi indicada pelo presidente da Assembléia, o também tucano Sidney Beraldo.


Pouco mais tarde, por volta das 15h30, um apagão no prédio da Assembléia suspendeu a discussão da Comissão de Finanças e Orçamento (CFO) logo depois da abertura da reunião extraordinária convocada para debater o relatório de Mário Reali (PT). O parecer, também contrário ao projeto de privatização, apresentava solução para a dívida da CESP sem a necessidade de ativos do Estado. A reunião acabou sendo suspensa e o presidente da Assembléia deve repetir a dose na indicação de um relator especial de sua total confiança.


Depois de tanta manobra anti-regimental, o parecer também está nas mãos dos tucanos e deverá ser divulgado na próxima terça-feira (22), o que aumenta a chance de o PL entrar na pauta de discussão em Plenário. E, mais do que nunca, a pressão dos trabalhadores é decisiva: é preciso pressionar os deputados a votar contra o projeto que acaba com o pouco que restou do patrimônio público de SP. Fique ligado.

  Categorias: