Energéticos participam de Eleições Sindicais

28 fevereiro 00:49 2005

Milhares de trabalhadores das empresas energéticas participam esta semana de eleições para eleger as direções que comandarão as lutas do Sindicato dos Eletricitários de Campinas e do Sinergia CUT (Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de São Paulo). As eleições acontecem nestas segunda (28) e terça (1o), envolvendo trabalhadores das mais de 40 empresas de energia elétrica e gás canalizado em todo estado.


Serão duas eleições paralelas e simultâneas com um colégio eleitoral de cerca de 12 mil trabalhadores da ativa e aposentados, filiados e em dia com as mensalidades, espalhados pelas dez macrorregiões em todo estado: Baixada Santista, Bauru, Campinas, Ilha Solteira, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Claro, São José do Rio Preto, São Paulo e Vale do Paraíba. A votação acontece sempre das 7h às 17h, através de 72 urnas, fixas nos locais de trabalho e itinerantes que percorrem várias cidades. A apuração acontecerá na próxima quarta-feira (02) e será centralizada em Campinas.


Chapas de situação
Sem oposição, as eleições envolvem apenas as chapas de situação, ambas intituladas Compromisso com a Categoria, para mandatos de três anos – 2005 a 2008. A direção colegiada do Sindicato dos Eletricitários de Campinas é formada por 70 trabalhadores e propõe a reeleição de Wilson Marques de Almeida, operador da AES Tietê na Usina de Água Vermelha, para a presidência. Já a chapa do Sinergia CUT, formada por 113 trabalhadores, é encabeçada por Djalma de Oliveira, profissional da Comgás e também candidato à reeleição.
Em caravanas de campanha, os sindicalistas vem reforçando o ‘compromisso com a categoria sempre pautado em princípios inegociáveis de transparência, ética, solidariedade, classismo e democracia’. Dentre as prioridades para o próximo mandato estão a continuidade da luta contra a privatização (principalmente agora que o governo de Geraldo Alckmin retoma o PED – Programa Estadual de Desestatização), a continuidade da luta pela liberdade e autonomia sindical (agora às vésperas da discussão da Reforma Sindical pelo Congresso Nacional) e a Campanha Salarial 2005, focada na defesa do emprego, salário e renda, no combate à precarização do trabalho e no avanço da OLT (Organização nos Locais de Trabalho), além da defesa dos Fundos de Pensão.


Participe de mais esse exercício de democracia. Defenda quem sempre estave, está e continuará ao lado dos trabalhadores. Sindicato legítimo é que faz toda a diferença.

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