Mais pressa e mais pressão na luta contra a privatização

09 março 00:43 2005

O projeto que autoriza a inclusão da CTEEP no PED, e na prática viabiliza a privatização também da CESP e da EMAE, deve voltar à pauta da sessão ordinária da Assembléia Legislativa que começa às 16h30 desta quarta (09). Apesar de a discussão continuar esvaziada, já que os deputados governistas pouco têm a dizer em defesa do projeto de lei (02/05), oficialmente já decorreram 8h das 12h regimentais exigidas antes da votação do plenário.


Ontem (08) foi mais um dia de atropelos e manobras dos tucanos: além de prorrogar a sessão ordinária por duas horas, o presidente Sidney Beraldo (PSDB) convocou uma sessão extraordinária, que começou às 22h e se estendeu até a meia noite de hoje.


Durante todo o dia, os energéticos mantiveram o plantão e a pressão para convencer os deputados a votar contra o projeto, dizendo não à privatização das energéticas de São Paulo. A caravana do Sinergia CUT continua lotando a galeria para alertar também que a privatização da CTEEP não é a saída para solucionar definitivamente a crise financeira da CESP, provocada inclusive pela má gestão do governo Alckmin.
Ao mesmo tempo, deputados de oposição liderados pelo PT e dirigentes do Sinergia CUT já têm reunião marcada com a direção do BNDES para entregar a proposta alternativa que viabiliza a saúde financeira da CESP, sem necessidade de privatização, e para cobrar uma posição oficial do Banco contra o projeto tucano.


O problema do desmonte do setor energético provocado pelo governo Alckmin e os riscos decorrentes de mais uma eventual privatização foram os temas abordados por Francisco Wagner Monteiro, dirigente do Sindicato e da CUT SP, na sessão que inaugurou a Assembléia Popular nesta quarta (09), às 12h. Numa iniciativa do deputado Enio Tatto (PT), o projeto pretende assegurar o direito de manifestação à população e acontecerá todas as quartas, das 12h às 13h. Continue ligado!

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