Por aumento real de salários

20 abril 00:37 2005

2004 foi um marco para as empresas brasileiras que bateram recordes de lucros e registraram o maior resultado da história. Dados do ranking de lucratividade elaborado por consultoria especializada, com base nos balanços encaminhados à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), apontam que, de 20 setores analisados, 13 registraram o maior lucro da história no ano passado.


A estabilidade econômica, a desvalorização do dólar e a queda do risco país transformaram bancos e empresas siderúrgicas para os primeiros lugares. Apenas os setores de papel e celulose e alimentos e bebidas não superaram seus próprios recordes.


Em um ano de lucros recordes, as empresas de energia também estão no ranking dos lucros astronômicos em plena recuiperação. Não só recuperaram os prejuízos de 2002 mas atingiram lucros recordes: de um prejuízo de R$ 13,6 bilhões em 2002, as energéticas saltaram para um lucro de R$ 6,3 bilhões no ano passado.


Além da recuperação da economia, as energéticas também foram impulsionadas pela garantia do reajuste das tarifas e pela definição do novo modelo do setor, que estabeleceu o marco regulatório. A conseqüência incontestável é que as empresas conquistaram a segurança necessária para a renegociação das dívidas, a aquisição de empréstimos e a retomada dos investimentos.


Para o Sinergia CUT, outra peça é chave na conquista desses lucros excepcionais: o desempenho dos trabalhadores. Sempre lembrados nos discursos de agradecimento dos empresários, está chegando a hora de os trabalhadores exigirem esse reconhecimento na prática.


Se 2004 foi o ano das empresas, a Campanha Salarial 2005 tem que ser um marco para os trabalhadores. Vamos investir na unidade para bater nosso recorde de conquistas, inclusive com aumento real de salários. Questão de merecimento e justiça.

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