Nossa luta continua

24 maio 00:18 2005

Leia abaixo o editorial publicado no Jornal do Sinergia CUT no 653:
‘O 18 de maio de 2005 entrará para o calendário tucano como mais um dia do ‘esqueçam o que prometi’: o governador Geraldo Alckmin revogou, com o aval da bancada governista, mais um compromisso assumido na última campanha eleitoral, quando afirmava categoricamente que o processo de privatização estava encerrado. Não estava.


O oportunismo não pára por aí. Parece outra pessoa o mesmo Alckmin que comandou o programa de privatização tucana a partir de 1996 e que insistiu que o controle do setor energético continuaria sob poder do estado exatamente porque a empresa de transmissão não seria privatizada. Estatal e estratégica, a CTEEP continuaria a ser o fiel da balança do setor energético paulista.


Agora, o mesmo oportunismo leva Alckmin a propor, e conseguir aprovar sob barganha, a privatização da saudável e lucrativa empresa de transmissão com o argumento de que irá sanear a astronômica dívida da CESP. Falácias. Primeiro porque a venda da CTEEP não quita a dívida de mais de R$ 11 bilhões da CESP, boa parte herdada das empresas cindidas para se tornarem atrativas ao capital privado.


Depois porque a mesma desculpa foi dada em 1995, quando dizia que as privatizações da geração e da distribuição eram a única saída para sanear as dívidas do estado, então estimada em R$ 34 bilhões. Por fim porque a má gestão do setor em SP é flagrante: nem a matemática tucana consegue explicar porque a dívida saltou para os atuais R$ 138 bilhões, apesar da entrada de R$ 71 bilhões arrecadados nos leilões.
Mais grave foi a barganha de cargos em troca da privatização da CTEEP, aprovada sem nenhuma discussão do projeto e sem a apreciação de nenhuma das emendas. O plenário rejeitou as emendas com a proposta da holding, alternativa viável sem necessidade de privatização, e todas as que davam garantias aos trabalhadores. Por tudo isso, o Sinergia CUT continua na luta. Vamos buscar a Justiça e intensificar a mobilização dos trabalhadores. Continuamos na luta contra a privatização.

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