Ontem, hoje e sempre

24 maio 00:21 2005

Leia abaixo o editorial publicado no jornal 552, de 16 a 22/5/05:
‘A Campanha Salarial 2005 das maiores energéticas de SP já começou. Como sempre, nossa estratégia está focada na combinação da capacidade de intervenção na mesa, para garantir o sucesso das negociações, e da disposição de mobilização nos locais de trabalho para pressionar avanços.


Dessa vez, o cenário econômico é favorável. Não bastasse os lucros recordes que as energéticas tiveram em 2004, o sucesso das campanhas salariais dos sindicatos filiados à CUT no segundo semestre do ano passado também é animador: 96% das categorias conquistaram aumento real de salários e os melhores resultados desde o Plano Real.
É o que aponta um estudo da CUT São Paulo, do Centro de Estudos Econômicos da Unicamp (Cesit) e da Escola Sindical São Paulo, a partir de análise de 29 acordos coletivos do setor privado em SP, representando 748 mil trabalhadores. Esse resultado positivo está relacionado à recuperação da economia, incluindo o crescimento do PIB e do nível de emprego. ‘Outro aspecto importante foi a retomada de mobilizações expressivas que beneficiaram as negociações’, conclui o Cesit.


É exatamente isso que também faz a diferença: retomar as grandes mobilizações e a capacidade de resistência dos trabalhadores no embate com os senhores de empresa. Foi assim que escrevemos nossa história de conquistas.


É assim que lembramos das grandes greves dos metalúrgicos do ABC que, entre 1979 e 1980, escreveram um dos momentos mais difíceis e mais importantes da luta pela democracia, contando inclusive com a participação das mulheres. É assim que lembramos também daquele 10 de maior de 1989 quando encaramos a maior greve da nossa história para defender salários justos e empresas públicas então transformadas em cabides de emprego. Dois exemplos que entraram para a história da classe trabalhadora. Duas lições de união, consciência e combatividade.


Ficam o exemplo e a certeza de que é preciso resgatar essa nossa capacidade de indignação diante das injustiças para continuar a escrever a nossa história de resistência e de luta por uma vida melhor. Ontem, hoje e sempre.

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