É de indiginar!

08 agosto 15:35 2005

Leia a íntegra do editorial publicado no Jornal 663, de 20 a 26/06/05:
‘Os trabalhadores estão pasmos e indignados. As medidas repressivas adotadas pelas direções da Elektro e do Grupo CPFL para abafar as manifestações pacíficas dos trabalhadores só agravaram o clima de insatisfação da categoria.


A reação dos senhores de empresa aos protestos dos trabalhadores em várias cidades demonstra um ranço autoritário que não combina com o discurso ‘moderno’ e com os prêmios de qualidade. Uma onda de autoritarismo que contagia gerentes e assessores ávidos para querer mostrar serviço.


Foi assim que agiu um advogado contratado da Elektro durante a manifestação de terça (22) da semana passada. Em meio a gritos e vaias, teve livre acesso às dependências da empresa para trabalhar, mas preferiu voltar para provocar dirigentes do Sinergia CUT e tentar danificar um carro da entidade, patrimônio dos trabalhadores.
Atitude incompatível com o bom momento vivido pela Elektro, que foi considerada pela Abradee a melhor distribuidora do Brasil, que saiu do vermelho para um lucro que cresceu 609,1% neste primeiro trimestre, que comemora um ano sem acidentes de trabalho.


Prática condenável que também vem contagiando alguns gestores da CPFL Paulista. Em Araraquara, trabalhadores receberam ordem expressa: ou entravam ou iam direto para casa. Sem falar nas lamentáveis mentiras do ‘notes’ divulgado pelo diretor de Recursos Humanos aos trabalhadores. Em correspondência ao presidente do Grupo, o Sinergia CUT já manifestou repúdio à postura antidemocrática adotada e exigiu retratação formal para que seja reestabelecida a verdade.


A forte presença da Polícia Militar no protesto da última quinta (23) na sede do Grupo CPFL, e o fato de as viaturas continuarem fazendo ronda nas imediações há vários dias, também só aumentam a indignação dos trabalhadores.


Mas fica aqui um recado direto para os senhores de empresa: nada disso vai intimidar os trabalhadores. Mais do que nunca a categoria está consciente da necessidade de lutar por seus direitos, inclusive pelos direitos constitucionais de liberdade de expressão e de manifestação.’

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