Elektro: nova proposta é rejeitada

08 agosto 15:27 2005

Depois de idas e vindas, com várias consultas à direção da empresa, os negociadores da Elektro apresentaram ao Sinergia CUT uma proposta que afirmam ser o ‘limite’ da negociação, durante rodada na manhã da última segunda (27), em Campinas.


No econômico, a empresa propôs 8% de reajuste nos salários, vale-alimentação e gratificação de férias e 10% de reajuste na cesta-básica, auxílio-creche e auxílio transferência. Nos benefícios, a proposta ampliaria a bolsa de estudos para 35 trabalhadores, pagaria a antecipação do 13o salário em maio de 2006 e a da PLR em outubro próximo, além de reembolsar as despesas com renovação da CNH para os eletricistas sem registro de acidentes ou de multas.


Mas a empresa quer manter a movimentação de pessoal nos 1,2% e só prorrogaria o Acordo Coletivo com mudanças nas cláusulas 28, 29 e 42: redução do custo de dispensa de 4 salários para zero, fim da garantia de emprego e redução do número de Representantes Sindicais de 36 para 13.


Para o Sinergia CUT, apesar do avanço no econômico, ainda ficou faltando o aumento real que a Elektro, a melhor distribuidora segundo a Abradee, tem total condição de conceder esse ano. Mais: a proposta avança no econômico, mas condiciona a prorrogação do Acordo Coletivo a cortes e redução de cláusulas sociais, principalmente no Gerenciamento de Pessoal. Por isso, a proposta foi rejeitada na mesa.


Ao rejeitar a proposta, o Sinergia CUT argumentou que ‘é um verdadeiro retrocesso. Em troca da prorrogação, a Elektro está tentando fazer agora uma revisão do Acordo Coletivo para enfrentar a revisão tarifária do ano que vem. Querem reduzir custo e demitir. Isso é inaceitável. Os trabalhadores exigem uma proposta digna e sem pedágio, já que nesta proposta o preço é muito alto’. A empresa não agendou nova rodada.

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