Greve de um dia pára Furnas

08 agosto 20:28 2005

Parou geral. Terça-feira (24) foi um dia de greve de advertência em todas as empresas federais controladas pelo Grupo Eletrobrás. Uma paralisação nacional vitoriosa, que envolveu trabalhadores dos quatro cantos do país, para demonstrar a insatisfação com a falta de respeito da direção do Grupo na condução das negociações da Campanha Salarial.


A greve contou a participação maciça também do pessoal de Furnas da base do Sinergia CUT em Campinas, Estreito e Itaberá. Uma paralisação nacional contra a intransigência, o desrespeito e a enrolação do Grupo Eletrobrás nas três rodadas de negociação já realizadas. A data-base da categoria é 1o de maio, mas até agora nenhuma proposta satisfatória foi apresentada ao CNE (Coletivo Nacional dos Eletricitários), que representa os trabalhadores de todas as empresas do Grupo Eletrobrás nas negociações.


A greve de um dia também serviu como uma demonstração de que os trabalhadores não vão aceitar retrocessos nem tratamento discriminatório. Para o CNE, empresas federais vinculadas ao mesmo Ministério de Minas e Energia vêm recebendo tratamento diferenciado do governo. Vale lembrar que, nas negociações do ano passado, os trabalhadores da Petrobrás conquistaram o reajuste integral da inflação do período mais 5,46% de aumento real, além do fim da CCE-09. Enquanto isso, o governo concedeu aos trabalhadores da Eletrobrás apenas a reposição da inflação.


Este ano, os eletricitários reivindicam 8,5% de reajuste nos salários e benefícios, 5,2% de aumento real e 61% da remuneração de cada trabalhador, a título de abono por perda de massa salarial. Para o CNE, ‘ não está havendo empenho da diretoria da holding a fim de se chegar a uma acordo que atenda às reivindicações’.


Por isso, caso o Grupo Eletrobrás não avance na negociação que acontece esta semana, os trabalhadores devem deflagrar paralisação de 48 horas, a partir do próximo domingo (08), e greve por tempo indeterminado a partir do dia 15. Todos unidos por igualdade, valorização e democracia nas empresas!

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