Intransigência provoca greve

08 agosto 15:49 2005

Leia a íntegra do editorial publicado no Jornal do Sinergia CUT, edição 674, que circula de 18 a 24/07/2005: ‘Já é conhecida a inoperância do governo Alckmin principalmente quando o assunto é negociação com trabalhadores. Há mais de três anos, a CUT reivindica ao governo estadual uma mesa de negociação permanente para discutir não apenas questões salariais, mas também a qualidade dos serviços públicos prestados à população paulista. Mas a resposta do governador tucano tem sido uma só: intransigência. Não por acaso, aos trabalhadores das estatais e funcionários públicos invariavelmente só resta uma saída: a greve para pressionar avanço na negociação.


E assim, uma vez por ano, é certo que trabalhadores a Saúde, Metrô, Cetesb, Sabesp, CESP, CTEEP e EMAE tenham que recorrer à greve para arrancar negociações de verdade e preservar salários e emprego, entre outras reivindicações prioritárias que ultimamente incluem até o fim do assédio moral. Esse ano não está sendo diferente. O pessoal da Sabesp, com data-base em maio, ficou quatro dias em greve só para garantir o essencial a qualquer cidadão que sobrevive de salário e precisa manter o emprego.


Agora, é a vez dos companheiros da CESP e da CTEEP que novamente têm que ir à luta por salário e renda, emprego e qualidade de vida. Na CESP, a luta é principalmente pela recuperação do poder aquisitivo dos salários e por aumento real, sem abrir mão da garantia de emprego e de um Plano de Cargos e Salários viável e eficaz.


Na CTEEP, às vésperas de eventual privatização, o governo quer mexer exatamente na cláusula que garante o emprego de 100% dos trabalhadores. Pior: não admite Acordo Coletivo por mais de um ano, outra garantia de tranqüilidade diante da possibilidade de venda. Esquece que Acordo Coletivo válido por três anos após a privatização se transformou em conquista dos trabalhadores de todas as energéticas. Por isso, os companheiros da CESP e da CTEEP não vão abrir mão de manter direitos e ampliar conquistas. Vão à greve.’

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