O jeitinho brasileiro de gerenciar

08 agosto 22:44 2005

Leia abaixo o editorial publicado no Jornal do Sinergia CUT 655:
‘Quase meio século depois da implantação da primeira escola de administração de empresas no Brasil, os executivos brasileiros ainda não aprenderam a gerenciar… Muitos executivos gostam do holofote, mas, na hora do trabalho, contratam consultores e terceirizam os problemas. É o que chamo de ‘laborfobia’, uma espécie de medo agudo do trabalho’.


Quem pensou que essa afirmação é de algum sindicalista radical ou de um terapeuta de plantão, errou redondamente. A opinião é de Thomaz Wood Jr, brasileiro, professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas), doutor em administração, consultor empresarial para projetos estratégicos de mudança organizacional e integrante de um grupo de acadêmicos que está analisando a cultura organizacional brasileira.
Questionado se essa queda para a ‘laborfobia’ significa que os executivos trabalham pouco, o acadêmico responde: ‘Alguns trabalham muito, a maioria não trabalha quase nada e quase ninguém trabalha direito’. Mais: acha que o jeitinho brasileiro de gerenciar ainda tem fortes traços de autoritarismo, muita pirotecnia e pouca eficácia.
Não foi por acaso que o Sinergia CUT usou a tese da ‘laborfobia’ para questionar as direções Elektro, Paulista e Piratininga. As três distribuidoras contrataram o mesmo consultor para coordenar as negociações da Campanha Salarial. Terceirização de problemas ou jeitinho brasileiro de negociar?

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