Cai a satisfação do consumidor

09 agosto 00:37 2005

O IASC (Índice de Satisfação do Consumidor) do ano passado aponta queda no desempenho e na qualidade dos serviços prestados por todas as 64 distribuidoras que atuam no país. A pesquisa foi divulgada pela Aneeel (Agência Nacional de Energia Elétrica) na última terça (19) e aponta que o IASC ficou em 58,88 numa escala que vai de zero a 100. Em 2003, o índice ficou em 63,63.


Realizada anualmente desde 2000, a pesquisa deste ano foi realizada pela Datamétrica Consultoria, entre os dias 6 de dezembro de 2004 e 17 de janeiro de 2005, envolvendo 19.289 consumidores residenciais, que avaliaram não apenas o fornecimento de energia mas também a qualidade do atendimento.


Para a Aneel, o IASC indica uma avaliação ‘regular’ do serviço ao apontar resultados que variam de 72,65 a 39,66. Em primeiro lugar no ranking da Região Sudeste ficou a Cemig (60,92), seguida da CPFL Paulista (59,69), Ampla (59,27) e Light (58,99). A Elektro ficou em quinto lugar (57,91), na frente da Escelsa (57,88), da Eletropaulo (57,33), Bandeirante (56,63) e CPFL Piratinga (55,79), a nona colocada.


Comparativamente, as CPFLs tiveram a pior avaliação desde que a pesquisa começou a ser feita. Na Paulista, o índice já foi de 62,64 em 2000, 67,55 em 2001, 66,69 em 2002 e 69,35 em 2003. A Piratininga atingiu 61,53 em 2001 (ano em que foi criada), 66,70 em 2002 e 66,99 em 2003. Nas duas empresas, o IASC é uma das metas de pagamento da PLR.


Vale lembrar também que, além de medir a satisfação do consumidor, o índice é usado como uma das três variáveis do ‘fator x’ que é deduzido do IGP-M no cálculo das tarifas. A Aneel já informou que a queda deve abater o reajuste das tarifas de energia.


Para a direção do Sinergia CUT, a queda do IASC tem tudo a ver com a precarização das condições de trabalho que faz cair a qualidade dos serviços. Nada contra a redução das tarifas de energia, ao contrário. Mas o Sindicato faz um alerta: o aumento estratosférico dos lucros das empresas é proporcional à queda da qualidade. E as empresas devem uma explicação aos trabalhadores e à sociedade.


Por outro lado, o Sinergia CUT observa que houve troca da consultoria que aplica a pesquisa e também é diferente o período de coleta das opiniões. Ainda assim, o Sindicato não aceita a tese de que a Aneel estivesse usando desse expediente para reduzir as tarifas de energia elétrica. Com a palavra, a direção da Aneel.

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