Piratininga: não ao desconto da PLR

19 agosto 18:13 2005

A direção da CPFL Piratininga insiste em descontar dos trabalhadores os R$ 300 referentes à meta de qualidade IASC (Índice de Satisfação do Consumidor) da PLR 2004. Foi essa a resposta  encaminhada ao Sinergia CUT, na segunda-feira (08)  passada, à reivindicação de que a empresa não efetuasse o desconto, mesmo considerando que a Piratininga ficou em nono lugar no ranking da Aneel e não atingiu o índice acordado (70).


Argumentos não faltam para que os trabalhadores não sejam prejudicados. O IASC é uma meta de qualidade contratada com a Aneel, que neste ano mudou duas regras importantes no meio do jogo: contratou uma nova consultoria e também mudou a coleta de opiniões para um período mais chuvoso. Isso explica a queda do IASC de todas as distribuidoras na pesquisa.


Além das chuvas, que fazem aumentar as reclamações dos consumidores, a aplicação da pesquisa também coincidiu com o ‘dia seguinte’ da revisão tarifária da Piratininga, que fez subir a conta de luz.  A conclusão é óbvia: durante a coleta de opinião, os consumidores da empresa ficaram com uma sensação desagradável, mais tarifa e menos qualidade no atendimento.


Para o Sinergia CUT não é justo que os trabalhadores sejam responsabilizados pela queda no IASC e prejudicados financeiramente com o desconto dos R$ 300 na antecipação da PLR 2005, em setembro próximo. Por isso, o Sindicato continua insistindo em vencer a intransigência da empresa e em buscar negociações para evitar mais prejuízo aos trabalhadores.

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