Aneel admite erro no IASC. Piratininga não descontará PLR

23 agosto 18:04 2005

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) admitiu erro na pesquisa de satisfação do consumidor de 2004 e decidiu descartar os resultados no cálculo do reajuste das tarifas das distribuidoras. A decisão foi divulgada na tarde desta segunda-feira (22), junto com a aprovação da diretoria de trocar o IASC (Índice Aneel de Satisfação do Consumidor) de 2004 pelo resultado do índice em 2003 no cálculo do fator X, que influencia o reajuste tarifário anual.

Em 2004, o IASC atingiu os piores resultados nos quatro anos de realização da pesquisa: em uma escala de zero a 100,  as distribuidoras tiveram avaliação média de 58,88. Em 2003, o índice médio foi de 63,63 e a maioria das distribuidoras apresentou índices maiores, o que poderá fazer com que os reajustes das contas de luz também sejam maiores para os consumidores. As quatro distribuidoras que já reajustaram as tarifas com base no índice de 2004  terão os valores revistos no reajuste do ano que vem – Escelsa, Celesc, Celpa e Iguaçu.

O Sinergia CUT já havia alertado as empresas e a Agência sobre a possibilidade de erros na pesquisa motivados pela troca da consultoria contratada, e possivelmente do método de aplicação, mas principalmente pela mudança do período de coleta de opinião, que coincidiu com a época em que aumentam as chuvas e as reclamações dos consumidores. Para os trabalhadores da CPFL Piratininga, o resultado do IASC 2004 ainda colocava em risco a PLR, com a direção da empresa insistindo em descontar os R$ 300 pagos no ano passado na antecipação da PLR 2005 que será depositada em setembro. Para o Sinergia CUT os trabalhadores não poderiam ser responsabilizados pela queda no IASC de todas as distribuidoras nem ser prejudicados financeiramente pela Piratininga. Agora, com a decisão da Aneel de reconhecer os erros, os trabalhadores não poderão ser descontados.

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