OPINIÃO: O espetáculo do crescimento

26 agosto 17:12 2005

A crise política continua sendo o grande assunto de cada dia nos quatro cantos do país. Ainda é a pauta preferida da mídia que também continua apostando na onda de denuncismo, seja para vender mais jornal ou ampliar a audiência ou até para defender interesses ainda obscuros.

O fato é que pouco ou nenhum espaço é dado para  ‘boas notícias’. Escondem nos rodapés informações importantes como a queda da inflação, a geração de empregos, o superávit da balança comercial, a estabilidade econômica. A inflação está em queda há 14 semanas e deve fechar o ano em 5,1%, coincidindo com a meta oficial do governo Lula. A balança comercial registra superávit de mais de US$ 27 bilhões até a terceira semana de agosto. Só em 2005 já foram criados mais de um milhão de empregos e a expectativa é de cinco milhões até 2006.   

Rara exceção de boa notícia foi a manchete de que o lucro das empresas do setor elétrico subiu 424% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2004. Ora, se o consumo de energia aumentou, e esse é um fator que mostra a expansão da produção econômica, o Brasil já vive o espetáculo do crescimento.    

O levantamento publicado foi feito pela Economática a partir dos dados contábeis de 32 empresas do setor, exceto Eletrobrás. A conclusão é que, somados os lucros líquidos, chega-se a astronômicos R$ 4,43 bilhões nos seis primeiros meses de 2005, contra R$ 846 milhões no semestre do ano passado. Melhor: a projeção é de que o setor atinja mais um lucro recorde em 2005, chegando aos R$ 8,32 bilhões  só para esse grupo de empresas. Com o excelente resultado deste ano, somado aos lucros de 2004 (R$ 4,5 bilhões) e 2003 (R$ R$ 3,7 bilhões), as empresas devem finalmente zerar os prejuízos de R$ 15,37 bilhões que tiveram em 2002, após o racionamento. Assim, o lucro do setor nos últimos três anos soma estratosféricos R$ 16,6 bilhões.

Daí, podemos chegar a outras duas boas notícias. A primeira é que as empresas têm condições não só de manter os atuais empregos e distribuir lucros com os trabalhadores, mas também podem gerar mais emprego e mais renda para os brasileiros, dando a sua contribuição para acabar com o desemprego no país.

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