OPINIÃO: Aumento real de fato

09 setembro 23:32 2005

A crise política não respingou na economia brasileira e também não influenciou as negociações das campanhas salariais do primeiro semestre.  Ao contrário. Nesses três anos de governo Lula, a rentabilidade das empresas superaram a dos bancos, privilegiando o setor produtivo ao invés do financeiro, ao contrário do que acontecia na era FHC.

O lucro líquido do primeiro semestre das principais empresas com ações negociadas na Bolsa de Valores cresceu 71%, totalizando R$ 27,4 bilhões nos balanços encerrados no dia 30 de junho passado. Uma prova inequívoca de que a atual política econômica, apesar de precisar  de vários ajustes, vem trazendo excelentes resultados para o setor produtivo e, conseqüentemente, para os trabalhadores.

O emprego e a renda também cresceram nesse período, e os acordos coletivos fechados pela CUT e seus sindicatos no primeiro semestre de 2005 foram os melhores dos últimos dez anos, com 86%  resultando em aumento real.

Os trabalhadores energéticos também saíram vitoriosos nas Campanhas Salariais desse primeiro semestre, com a conquista de aumento real de salários e a ampliação da renda através do incremento de vários benefícios em todos os Acordos Coletivos assinados pelo Sinergia CUT. Mais uma prova de que a estratégia traçada pelo Sindicato no planejamento das Campanhas foi acertada, com a decisão de não abrir mão também de novas conquistas. 

Conquistas importantes principalmente se considerarmos que, pelo terceiro mês consecutivo, os índices econômicos registraram deflação, a conhecida queda contínua dos preços. Esse cenário mostra que a conquista do aumento real terá reflexos também daqui para frente, prolongando o poder de compra dos salários pelos próximos meses.

Portanto temos bons motivos para afirmar que, para o Sinergia CUT e os trabalhadores energéticos, este também foi o melhor semestre dos últimos anos, não só pelas conquistas econômicas mas também pela retomada das grandes mobilizações da categoria.

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