Trabalhadores contestam PCSs das empresas

09 setembro 23:34 2005

Enfatizar o desempenho das funções, capacitar profissionalmente cada trabalhador, utilizar adequadamente a força de trabalho à disposição da empresa e manter pessoas capacitadas nos mais diversos serviços. Isso tudo pode ser resumido em uma única expressão: Plano de Cargos e Salários (PCS). Isso também é o que deveria estar ocorrendo nas empresas energéticas. Deveria, mas não está.

Contrariando a definição do PCS, elas parecem querer apenas reduzir, eliminar, racionalizar, diminuir, adaptar, ajustar, generalizar, reestruturar, simplificar e terceirizar. Resumindo: no lugar do PCS, as empresas promovem um enxugamento do quadro.

E, ao contrário do que muitos imaginam, os trabalhadores já notaram a real intenção das empresas e vêm buscando orientação e maiores informações com o Sinergia CUT. O que estão vivenciando no dia a dia são o aumento de demissões arbitrárias e políticas de RH para repressão. E mais: recebem um Balanço Social com resultados que não condizem com a realidade e que mostram o despreparo gerencial para aplicação de um PCS justo.

Preocupado com isso, o Sinergia CUT – através de uma equipe formada por dirigentes, assessores e psicólogo – já esteve reunido por duas vezes para discutir e entender o PCS, Plano Hay, Avaliação por Competência, de Desempenho e 360 graus. Porque não basta denunciar. É preciso compreender melhor a diferença entre a teoria e prática de cada empresa. Pois só assim será possível contestar e lutar para mudar a atual e injusta situação em que estão mergulhados os trabalhadores.

O resultado desse estudo será divulgado na próxima edição do Jornal SOS Vida, do Sinergia CUT, além de ser discutido em assembléias em toda a base. E mais: o Sindicato fará denúncia ao Ministério Público do Trabalho e à DRT.

  Categorias: