Elétricas abarrotam Aneel com pedidos de reestruturação

15 setembro 22:44 2005

A manchete é de matéria publicada pelo jornal Valor Econômico de sexta (09) informa que ‘os executivos das empresas de energia estão correndo para tentar cumprir o cronograma de reestruturação societária imposto pela nova lei do setor’. Por reestruturação societária entenda-se desverticalização.

O Sinergia CUT é contra a separação das atividades e continua defendendo a verticalização já que ‘ao gerar, transmitir e distribuir energia em uma só empresa, ganha-se em escala para que a energia chegue aos consumidores com mais qualidade e menos tarifa’.

Mas a pressa das empresas tem motivo: o prazo para a separação de atividades de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, exigência da nova lei do setor, acaba no próximo dia 15. Nos últimos dias, inúmeros pedidos de várias empresas para prorrogação do prazo provocaram congestionamento na Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que acabou concedendo mais tempo para a maioria das empresas.

Segundo o jornal, novas estruturas societárias foram aprovadas a toque de caixa pelos diretores da Aneel, durante reunião na última segunda-feira (05). Dentre os processos de desverticalização aprovados estão os da Light, Elektro, Coelba, Celtins, Cemat e Caiuá, além de uma nova etapa de desverticalização da CPFL Energia, envolvendo a RGE (Rio Grande Energia) e a distribuidora Piratininga.

Os prazos extras concedidos pela Agência, informa ainda o Valor, variam entre os 90 dias (Elektro) e 18 meses, para a transferência da RGE para o Grupo CPFL Energia. A Elektro deve constituir uma nova empresa de capital fechado – a Elektro Geração – para abrigar o patrimônio de atividades de geração, que hoje são as hidrelétricas de Emas e Lobos.

A Aneel aprovou também a reorganização do Grupo Rede, que atualmente tem uma estrutura societária complexa, formada por três holdings (EEVP, Caiuá e Denerge), que têm participações cruzadas nas distribuidoras Celpa, Cemat, Celtins, Força e Luz Oeste, Nacional, Vale do Paranapanema, Bragantina e Caiuá.  A nova estrutura prevê a criação de uma holding chamada Rede, que será controlada pela Denerge e ficará com todos os outros ativos.

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