OPINIÃOCopom: a hora da virada

15 setembro 22:45 2005

As oportunidades históricas surgem diante de nós e não podemos desperdiçá-las. Nos últimos anos, a prioridade no Brasil era a especulação financeira em detrimento dos programas sociais. Agora, é o momento de priorizar investimentos em infra-estrutura (ampliação de estradas, habitação popular, reforma agrária, entre outros). Nesse contexto, é hora de cobrar uma mudança de postura por parte do Comitê de Política Monetária (Copom).

Nos últimos meses foi mantida uma taxa de juros de 19,75%. O argumento do Copom foi de que uma queda abrupta seria a senha para o ressurgimento da inflação.

As últimas notícias mostram que não há razão para temeridade. O PIB cresceu mais de 3% em relação ao mesmo período do ano passado, e os institutos de pesquisa apontam uma inflação média de 4,9%, abaixo da meta inflacionária de 5,1% estabelecida pelos técnicos do Banco Central.

Na reunião do Copom a ser realizada nesta semana, uma queda na taxa de juros seria algo coerente e se transformaria na carta de alforria responsável para viabilizar o incremento dos investimentos na política social.

O Sinergia CUT não prega a irresponsabilidade fiscal. Mas os dados macroeconômicos (taxa de inflação, montante do PIB e câmbio), a arrecadação recorde de impostos e o combate à sonegação viabilizam a melhoria e ampliação de programas sociais, especialmente na área de saúde e educação.

Para que tudo vire realidade, chegou a hora do Copom entender a sua função cívica e patriótica no momento em que o Brasil presencia um governo democrático, popular e voltado para o exercício pleno da cidadania.

Diminuir a taxa de juros e aplicar recursos na área social é o caminho para conceder ao povo o que ele merece: emprego, distribuição de renda e cidadania. É isso que o Sinergia CUT espera que aconteça nesta semana.


Fonte: Direção do Sinergia CUT

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