A precarização na CPFL Paulista

25 setembro 22:07 2005

O Sinergia CUT protocolou pedido de Mesa Redonda na Subdelegacia Regional do Trabalho, em Campinas (DRT), para averiguar condições de trabalho e cumprimento de ACT nas empresas do Grupo CPFL.

Isso porque, no fim de março passado, o Grupo publicou o balanço das suas empresas, em que consta um quadro de 105 trabalhadores para as Centrais Elétricas, 09 trabalhadores para a Geração, 2.908 para a Paulista e 33 para a Brasil. Esse quadro totaliza 3.055 trabalhadores. O ACT vigente prevê um quadro mínimo de 3.160. O objetivo da Mesa Redonda é que a CPFL explique, perante a DRT, o descumprimento do Acordo.

Mais: também está sendo questionada pelo Sinergia CUT, junto à DRT, a utilização pela CPFL de apenas dois trabalhadores para a execução dos serviços em Linha Viva. Por acordo entre empresa e Sindicato, denominado Atividade dos Eletricistas, a CPFL deveria, a partir de outubro de 2005, executar 100% de suas atividades com o quadro próprio, sendo permitido às empreiteiras somente o fim da execução do serviços para energização da rede.

O Sinergia CUT não concorda com a execução da atividade de linha viva com dois trabalhadores. Primeiro porque fere o princípio da supervisão e, em segundo lugar, porque desrespeita o que determina a NR-10.

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