Grupo CPFL propõe metas inatingíveis para PLR 2005

07 outubro 11:34 2005

Além de descumprir o ACT vigente, que prevê negociação das metas da PLR até o mês de fevereiro (passado), o Grupo CPFL propôs, agora em outubro, metas empresariais que já estão com os índices estourados  para a composição da PLR 2005. Ou seja,  parece que a pretensão da empresa é que os trabalhadores não alcancem, em hipótese alguma, 100% desse direito.

A reunião em que a CPFL apresentou sua proposta de metas ao Sinergia CUT ocorreu na segunda (03). Na ocasião, o Sindicato pediu a supressão das metas que a própria empresa já tem ciência que estão  ‘caducas’.

Esse é o caso, por exemplo, da Taxa de Freqüência de Acidentes com Veículos que, na Piratininga, já extrapolou o número máximo estipulado pela direção da empresa para todo o ano de 2005.

Um exemplo de meta caduca na Paulista é o Índice de Perdas Comerciais que, até o último mês de agosto, já estava bem acima do índice de meta empresarial. Mesmo que a empresa tome providências, dificilmente os trabalhadores conseguirão cumpri-la. Portanto, para o Sinergia CUT, o índice dessa meta precisa ser revisto.

O Sinergia CUT não aceitou a proposta da empresa e ainda solicitou a supressão de metas de segurança na PLR (Taxa de Freqüência de Acidentes com Veículos e Taxa de Freqüência de Acidentes com Afastamentos). Tais metas punem duplamente o trabalhador (no momento de um acidente e na hora de receber a PLR).

O Sinergia CUT defende a definição de metas factíveis, que devem ser discutidas com o Sindicato e aprovadas pelos trabalhadores em assembléias.

Em tempo: no ano passado, o Sinergia CUT alertou a empresa sobre a impossibilidade de cumprir as metas da PLR. Sobre o IASC, o ano passou e mostrou que o Sindicato estava certo. A Aneel admitiu que errou e decartou os resultados da pesquisa. Será preciso errar de novo?

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