Demissões arbitrárias no Grupo Rede

13 outubro 18:37 2005

Fim de tarde, fim do expediente, véspera de feriado do Dia das Crianças e da Padroeira do Brasil. Mas foi sem dó e piedade que a direção do Grupo Rede resolveu jogar na rua mais de uma dezena de profissionais que acumulam a função de pais, mães ou arrimo de família. 

E, no final da tarde da última terça (11), trabalhadores de trabalhadoras das empresas Vale Paranapanema, Nacional, Bragantina e Caiuá foram surpreendidos  com mais uma decisão arbitrária em conseqüência do grande processo de reestruturação que vem sendo implementado pelo Grupo. Agora, com corte de pessoal coletivo e simultâneo em todas as empresas.

O Sinergia CUT apurou que a carta de demissão foi entregue individualmente. Assim que tomou conhecimento das demissões, a direção do Sindicato entrou em contato com as empresas para exigir explicações. Uma reunião com o RH das empresas aconteceu na tarde desta quinta (13) para discutir a reintegração dos demitidos. Mas o RH das empresas manteve a intransigência. 

A direção do Sinergia CUT defende que qualquer processo de reestruturação não implica necessariamente em corte de pessoal, principalmente quando se trata de trabalhadores qualificados e com potencial para serem reaproveitados em outras áreas de trabalho. Mais: qualquer empresa socialmente responsável não joga profissionais especializados na rua, sem garantir uma oportunidade de requalificação ou o compromisso de encaminhá-lo junto ao mercado de trabalho. É o que o Sindicato também está cobrando do Grupo Rede. Agora buscando a via judicial.

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