OPINIÃO: Em defesa dos trabalhadores

13 outubro 17:04 2005

A história recente das lutas e conquistas do movimento sindical nasceu da reação dos trabalhadores à ditadura militar, contribuindo decisivamente para a recuperação da democracia no Brasil. Foi a partir da greve dos metalúrgicos do ABC, em 1978, sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, que  teve início um novo ciclo histórico das lutas sindicais no país, envolvendo outras categorias em mobilizações que foram fundamentais para a construção do PT, em 1979, e da CUT, em 1983.
 
Em meio à crise política que estamos vivendo é fundamental relembrarmos esses fatos históricos, garantindo assim que os trabalhadores continuem sendo autores e intérpretes de sua própria história. É exatamente isso que um grupo de sindicalistas da CUT decidiu fazer novamente, agora através de um documento que convoca os trabalhadores a reagir ao ataque da direita conservadora e a defender o PT como patrimônio histórico e instrumento político de organização da classe trabalhadora brasileira.

Assinado por dirigentes e lideranças sindicais, do Sinergia CUT inclusive, o documento destaca a necessidade de defender o partido que ‘ao longo de 25 anos desafiou o poder das elites dominantes e assegurou, em conjunto com outras forças populares, avanços palpáveis na afirmação do Brasil como nação democrática que busca combater as desigualdades sociais e estender os direitos de cidadania aos milhões de excluídos’.

Não por acaso, agora é alvo do ‘ataque virulento, farsante e reacionário’ da direita conservadora e da midia, com o objetivo óbvio de derrotar nossa história e promover um ‘violento ajuste de contas para anular conquistas obtidas pelo campo democrático e popular e bloquear futuros avanços’.

Sem deixar de exigir apuração e punição dos culpados, além de mudanças na política econômica,  é preciso promover um impacto positivo para revigorar o partido, injetando sangue novo em suas instâncias e abrindo espaço também para sugestões de trabalhadores que não são militantes. Só assim vamos impedir que destruam uma das mais importantes ferramentas de organização e participação política da classe trabalhadora. E só assim continuaremos a escrever nossa própria história.

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