Combustíveis e alimentos respondem pela inflação de outubro

10 novembro 10:59 2005

O custo de vida no município de São Paulo apresentou alta de 0,57% em outubro, segundo cálculo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). A taxa é 0,15 ponto percentual (pp) inferior à apurada em setembro, que chegou a 0,72%.
Os gastos com Transportes que contribuíram com 0,37pp no total da taxa, e as despesas com Alimentação (com impacto de 0,20pp) foram os fatores para a alta ocorrida em outubro. Os demais grupos pouco variaram e suas contribuições neutralizaram uma a outra. 

Índices por estrato de renda – O Dieese, além do índice geral, também calcula mais três indicadores de inflação, segundo tercis de estratos de renda das famílias paulistanas. O estrato 1, que corresponde à estrutura de gastos de 1/3 das famílias com menor renda (renda média = R$ 377,49) apresentou, em outubro, variação de 0,33%. Para o estrato 2, que contempla os gastos das famílias com nível intermediário de rendimento (renda média = R$ 934,17), a taxa ficou em 0,52% e, para o estrato 3, que engloba as famílias de maior poder aquisitivo (renda média = R$ 2.792,90) o custo de vida subiu 0,64%.

Índices Acumulados – O ICV-Dieese acumula, neste ano, uma inflação de 3,94% enquanto nos últimos 12 meses a taxa atinge 5,37%. Os resultados por estrato de renda, tanto no ano como para o anual, apontam uma correlação positiva com a renda familiar. Assim, neste ano as taxas acumulam os seguintes valores: 3,20%, para estrato 1; 3,45%, para o 2 e 4,36%, para o 3. Nos últimos 12 meses, os resultados foram: estrato 1, 4,14%; estrato 2, 4,76% e estrato 3, 5,95%.

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