Grupo Rede pára no tempo

11 novembro 19:29 2005

Seis meses após a aprovação do Acordo Coletivo dos trabalhadores da Vale Paranapanema e Caiuá, o Sinergia CUT volta à mesa de negociação com o Grupo Rede para a Campanha Salarial  dos trabalhadores de outras duas empresas do Grupo: Nacional e Bragantina, que têm data-base novembro.  A primeira rodada ocorreu na última quinta (03).
Apesar do ano ter corrido, dos cenários vividos pelos trabalhadores e empresas terem mudado, a direção do Grupo teima em parar no tempo, apresentando o mesmo Acordo feito em maio passado para as empresas Vale e Caiuá. Ou seja, sem nenhum avanço.
Reajuste vira mistério
A proposta da empresa aos trabalhadores da Bragantina e Nacional prevê, entre outros itens, reajuste salarial estimado  pelo INPC/IBGE de 5,38% para os trabalhadores da Bragantina. Na Nacional o reajuste seria de 5,56%; Auxílio Refeição com 44% de reajuste (passando os 22 vales de R$ 4,50 para R$ 6,50 cada) e auxílio-creche de R$ 178,29.
Pela falta de disposição de negociação e pelo comodismo da empresa em não apresentar avanços, o Sinergia CUT deixou claro na reunião que a proposta não atende às necessidades dos trabalhadores.
Para empresas que afirmam publicamente que ‘responsabilidade social sempre fez parte de todas as atividades do Grupo Rede…’ e que ‘é por isso que o Grupo Rede desenvolve diversas iniciativas em busca da melhoria da qualidade de vida e do futuro de seus funcionários, prestadores de serviços, clientes e sociedade em geral’, fica difícil aceitar uma proposta de ACT que só se baseia no passado.
N ão se garante a Gratificação de Férias, a unificação da data-base e nem se sabe o índice oficial. Defendemos qualidade do emprego e do serviço, salário e renda, liberdade e autonomia sindical. Disso a gente não abre mão!
O Sinergia CUT insiste na continuidade das negociações e realizará assembléias  nos locais de trabalho. Na Bragantina, a assembléia acontece nesta terça (8), as 17h30, em Bragança Paulista. Na Nacional, será na quarta (9) às 07h30.  O Sinergia CUT defende a rejeição da proposta e a continuidade das negociações. Fique atento e participe! É o seu futuro que está em discussão!

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