Especialistas analisam gás e energia elétrica no Brasil

01 dezembro 17:20 2005

O professor da Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp, Oswaldo Sevá, esteve presente nesta quinta (01) no terceiro Congresso do Sinergia CUT. Na oportunidade, Sevá analisou o potencial e obstáculos para implantação plena do gás como fonte de energia. Ele participou da mesa que analisou a conjuntura do setor energético no Brasil e que contou ainda com a participação de Rogério da Silva, diretor presidente da Light Par.


Sevá fez uma exposição sobre os métodos de exploração para obtenção do gás. E revelou que 80% do gás consumido no Brasil é proveniente do estado do Rio de Janeiro. O restante vem da Bolívia, Amazônia e outros locais. Sevá salientou que boa parte do petróleo e do gás gerada e consumida no Brasil é proveniente de exploração em águas profundas. O problema, no entanto, é que o material coletado não é de boa qualidade, o que acarreta em trabalho redobrado por parte da Petrobrás para colocá-la em bom patamar de qualidade.


Mas Sevá esclareceu que as empresas consideram investimentos em usinas termelétricas um bom negócio. Tanto isso é verdade que diversos grupos estrangeiros tentaram emplacar diversos empreendimentos no período entre 1998 e 2002 e foram barrados na maioria das vezes devido a atuação dos sindicatos e dos grupos ambientalistas.


Energia elétrica para todos


Já o diretor presidente da Light Par, Rogério da Silva, enumerou os avanços do governo federal na questão do acesso de energia elétrica aos mais pobres. Como exemplo, disse que a capacidade instalada no Brasil subiu durante o governo Lula de 81,5% para 91,70 do total. Tal investimento é necessário por causa do aumento do consumo de energia elétrica nas regiões metropolitanas e até nas cidades interioranas, alavancados também pelo programa ‘Luz para todos’. ‘Para se ter uma idéia, a cidade de Manaus registrou no último ano um aumento de 14% no consumo de energia elétrica.


O investimento é alavancado pelo incremento na instalação de linhas de transmissão, cuja previsão é que a expansão chegue a R$ 9,4 milhões de reais. Automaticamente, fica mais fácil implementar programas como o ‘Luz para todos’, que segundo ele é tomado de forma inapropriada pela oposição ao governo Lula. ‘O governo Alckmin não investiu um centavo e vive fazendo propaganda do assunto’.


Além disso, Rogério alertou para o drama do alto custo da energia no país, provocado pela Aneel que autorizou o aumento do pedágio cobrado pelas empresas de transmissão. ‘Se não conseguirmos a renda na sociedade, podemos gerar no futuro um problema de exclusão social. Tudo por causa do alto custo da energia elétrica. Isso precisa ser resolvido’, completou o diretor presidente da Light Par.

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