‘Se eu for candidato, o inquilino do Palácio dos Bandeirantes vai sair’

02 dezembro 17:42 2005

‘Acreditar em mudanças e nas alterações de rumo que levem à sociedade brasileira a ter mais orgulho do país e dos seus representantes políticos se faz fundamental nesse momento’. A análise é do senador Aloizio Mercadante, durante a abertura do segundo dia do Congresso do Sinergia CUT, nesta sexta-feira (02).

Ele ressaltou a importância da união e envolvimento dos trabalhadores nas lutas a serem enfrentadas em 2006, com as eleições estaduais e federais. O senador expôs vários números que demonstram o quanto o Brasil cresceu durante o governo Lula. Segundo ele, nesse período foi registrada a melhor taxa de crescimento dos últimos dez anos. ‘Dobramos as exportações, tiramos o país do controle do FMI e o comércio tem se expandido’, disse.

Ele ressaltou ainda os avanços na distribuição de renda nacional e nos indicadores sociais: ‘Os ricos perderam parte da riqueza e os mais pobres conseguiram entrar para a economia. Três milhões de brasileiros saíram da linha da pobreza. Conquistamos cinco vezes mais empregos com carteira assinada que nos oito anos do governo de FHC. Mais um detalhe: o último reajuste do salário mínimo foi de 15% com uma inflação de 5%, ou seja, houve aumento real’, destacou.

‘Alckmin não sabe administrar’

O governo do Estado de São Paulo também foi alvo das análises de Mercadante que levantou a questão sobre a má administração e aplicação dos recursos federais pelo governo Alckmin. ‘ Esse estado é o que mais produz riqueza, é a locomotiva do país, mas está sofrendo com a falta de providências na área de educação, segurança e infra-estrutura. Alckmin não faz política integrada com as prefeituras. Falta parceria, falta entendimento’, afirmou.

Mercadante disse ainda que foram repassados para o estado paulista mais de R$ 15,5 bilhões a serem aplicados nos setores da educação, agricultura e habitação. Esse montante, de acordo com ele, é mais do que FHC injetou em São Paulo em seus dois mandatos. ‘Mesmo assim, o atual governador não soluciona as finanças do estado e propõe vender mais um patrimônio público como meio de acabar com dívidas. Um exemplo é a CTEEP, que ele quer privatizar no início do ano que vem’, argumentou.

O senador, apontado como pré-candidato a governador de SP, afirmou que a candidatura depende de discussão interna, mas que está à disposição do PT para um projeto coletivo: ‘Serei candidato se o partido avaliar que o meu nome ajudará a ganhar as eleições e a mudar os rumos de São Paulo. Agora, se eu for candidato, o inquilino do Palácio dos Bandeirantes vai sair e nós vamos mudar a história de SP’. Saiu super aplaudido e com a certeza de que terá o apoio unânime dos energéticos do estado.

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